Hóspede embriagada agride e chuta idosa dona de pousada em Planaltina; Justiça concede liberdade provisória à agressora

abril 10, 2026

Câmeras de segurança de uma pousada no Vale do Amanhecer, em Planaltina, no Distrito Federal, registraram uma agressão brutal contra a proprietária do estabelecimento na noite do último domingo (5). As imagens mostram a hóspede Maria Luiza Lemos Azevedo, de 28 anos, visivelmente embriagada, atacando a dona do local — identificada como Maria Nicolina Schaitl, de 68 anos — com empurrões, puxões de cabelo e chutes.

O vídeo, que tem quase sete minutos de duração, circula nas redes sociais e gerou indignação generalizada.

Como a agressão aconteceu

Antes da agressão propriamente dita, a mulher aparece nas imagens arrancando plantas e danificando objetos do imóvel em um aparente acesso de fúria. Segundo o advogado da vítima, Jairo Zelaya, o casal havia alugado um apartamento na pousada por um mês e estava no local há cerca de uma semana. A briga teve início por um motivo banal entre Maria Luiza e sua namorada.

A idosa se aproximou para pedir que os gritos cessassem, momento em que foi empurrada e caiu ao chão, batendo a cabeça. A companheira da agressora tentou ajudar a vítima, mas Maria Luiza voltou e agrediu a dona da pousada repetidas vezes com socos e pontapés.

A vítima afirmou que foi xingada de “velha desgraçada” e ameaçada de morte.

Chegada da polícia

Os vizinhos ouviram os gritos e acionaram a Polícia Militar. Ao chegar ao local, os agentes encontraram a porta danificada, estilhaços de vidro e vestígios de sangue. Maria Luiza foi localizada nua e em estado alterado, sendo orientada a se vestir antes de ser conduzida à delegacia.

A ocorrência foi registrada na 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) com autuação por lesão corporal, injúria qualificada e dano, com aplicação da Lei Maria da Penha. O advogado Jairo Zelaya confirmou que a idosa passou por exame de corpo de delito, incluindo avaliação odontológica, em razão dos ferimentos na boca.

Decisão judicial gera revolta

Após audiência de custódia, a agressora teve liberdade provisória concedida, sem pagamento de fiança. A decisão provocou reações de indignação nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a proteção legal de idosos em situações de violência.

Como condições da soltura, Maria Luiza está proibida de se aproximar da vítima ou retornar à pousada, não pode deixar o Distrito Federal por mais de 30 dias, precisa comunicar qualquer mudança de endereço à Justiça e deve comparecer a todos os atos processuais.

O advogado da vítima informou que aguarda a conclusão do inquérito para adotar medidas tanto na esfera criminal quanto na cível, já que entende haver base para pedido de indenização por danos morais e materiais. A defesa de Maria Luiza não havia se manifestado publicamente até o momento.