O governo federal enfrenta resistência de estados e distribuidoras para implementar medidas que visam conter a alta nos preços dos combustíveis. As propostas foram apresentadas como resposta à escalada provocada pelo conflito no Oriente Médio, que elevou o preço do barril de petróleo desde fevereiro.
As medidas propostas
O governo trabalha com dois pacotes principais:
- Redução de PIS/Cofins: corte de impostos federais sobre combustíveis, com fiscalização para garantir que os postos repassem a redução ao consumidor
- Subsídio ao diesel: R$ 1,20 por litro, com custo dividido entre União (50%) e estados (50%). O impacto estimado é de R$ 4 bilhões em dois meses, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan
Quem resiste e por quê
Estados: Pelo menos dois governos estaduais sinalizaram que não vão aderir ao subsídio do diesel. A medida implica perda de arrecadação do ICMS, o que afeta diretamente os orçamentos estaduais.
Distribuidoras: Apenas cinco empresas foram habilitadas na primeira fase do programa. As companhias reclamam de falta de clareza sobre o pagamento, bases de comparação e preço de referência — que varia conforme a incidência de impostos em cada estado.
Impacto no bolso
Para o consumidor do DF, onde o botijão de gás já subiu 14% nesta semana, o sucesso ou fracasso das medidas terá reflexo direto nos preços na bomba e no custo de vida.








