A cupula do G7 em Evian-les-Bains, na Franca, foi encerrada nesta quarta-feira (17) com uma declaracao conjunta de reforco ao apoio a Ucrania e um pedido de cessar-fogo imediato no Libano. O presidente Luiz Inacio Lula da Silva participou do encontro como convidado.
No comunicado final, os lideres reafirmaram apoio a soberania e a integridade territorial da Ucrania e concordaram em ampliar a entrega de sistemas de defesa aerea e capacidades de longo alcance ao pais. O grupo tambem tratou de reequilibrio do comercio global e do enfrentamento a chamada concorrencia predatoria, sobretudo da China.
O que o Brasil levou para casa
O principal resultado para a diplomacia brasileira foi um avanco concreto na agenda comercial. Em reuniao bilateral com a primeira-ministra do Japao, Sanae Takaichi, realizada a margem da cupula, Lula confirmou que as negociacoes para um acordo de livre comercio entre o Mercosul e o Japao comecam em 30 de junho.
A data foi fixada para coincidir com a Cupula de Chefes de Estado do Mercosul, marcada para o fim do mes em Assuncao, no Paraguai. O inicio formal das tratativas atende a uma demanda antiga dos setores exportadores e reforca a estrategia brasileira de diversificar parcerias comerciais.
Pauta multilateral
Em sessao fechada sobre novas parcerias e reconstrucao da solidariedade internacional, Lula defendeu a agenda do Sul Global e cobrou ajuda ao desenvolvimento e nova governanca global. Os encontros bilaterais incluiram ainda conversas com o presidente frances, Emmanuel Macron, e com representantes da Uniao Europeia.
- Negociacao Mercosul-Japao marcada para 30 de junho;
- Defesa da agenda do Sul Global em sessao fechada;
- Reunioes bilaterais com Franca, Japao e Uniao Europeia.
O acordo com o Japao se soma ao tratado entre Mercosul e Uniao Europeia como pilar da politica de abertura comercial defendida pelo governo brasileiro para o segundo semestre.








