Thiago Oliveira Lima, de 37 anos, foi identificado como o suspeito; perícia encontrou vestígios biológicos nas roupas da vítima e material genético será submetido a exame de DNA
Um fonoaudiólogo que atendia crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi preso na quarta-feira (11/3) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), acusado de estuprar uma menina de apenas 4 anos durante uma sessão clínica. O suspeito foi identificado como Thiago Oliveira Lima, 37 anos, que trabalhava em uma clínica especializada no atendimento infantil.
A prisão foi conduzida pela Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, e ocorreu na residência do acusado. No mesmo ato, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão um no imóvel e outro na clínica onde os atendimentos aconteciam. Celular, computador e materiais para confronto genético foram apreendidos.
Como o crime veio à tona
O caso foi denunciado pela mãe da criança no mesmo dia do atendimento. Ao recolher a filha — que tem autismo não verbal e não consegue relatar o que vivenciou —, a mãe notou irregularidades nas vestimentas da menina e encontrou um fio de cabelo na fralda, o que levantou a suspeita.
A perícia da PCDF confirmou a gravidade do ocorrido: foram identificados espermatozoides nas roupas usadas pela criança durante a consulta. Múltiplos pontos com material genético foram coletados e serão submetidos a exame de DNA para confronto com o perfil genético do suspeito.
Investigação busca outras possíveis vítimas
O conteúdo dos dispositivos eletrônicos apreendidos será analisado pelos investigadores, que não descartam a existência de outras vítimas. Nas redes sociais, Thiago Oliveira Lima mantinha uma imagem pública comum, com publicações sobre a rotina profissional na fonoaudiologia e referências à carreira como ex-atleta de futebol no Distrito Federal.
O crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão e pode ser agravada em razão da condição de pessoa com deficiência da vítima. O caso repercutiu com indignação em Brasília pelo contexto em que ocorreu: dentro de um espaço terapêutico destinado ao cuidado e desenvolvimento de crianças com necessidades especiais.








