O Dia Mundial da Hemofilia, lembrado nesta sexta-feira (17), reforça o trabalho do Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), que acompanha atualmente 328 pessoas com a doença. No total, o serviço atende 1.013 pacientes com diferentes distúrbios de coagulação.
A hemofilia é uma condição genética que compromete a coagulação do sangue. Há dois tipos: a hemofilia A, mais frequente, causada por deficiência do fator VIII, e a hemofilia B, por deficiência do fator IX. A classificação depende dos níveis dos fatores no sangue e define se o quadro é leve, moderado ou grave. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 13 mil brasileiros convivem com a doença.
Desde 2023, o atendimento foi ampliado e hoje atende pessoas do Entorno que vivem em um raio de até 100 quilômetros, com dispensação mensal de medicamentos em domicílio. A equipe é multidisciplinar e reúne médicos, enfermeiros, farmacêuticos, dentistas, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais.
“O tratamento no ambulatório é multidisciplinar e segue protocolos internacionais que priorizam a qualidade de vida do paciente, não se limitando apenas à medicação”, explica a fundação. Desde 2025, o serviço passou a oferecer o emicizumabe, terapia de aplicação subcutânea indicada para crianças de até 6 anos com hemofilia A.








