Delegado que sobreviveu a acidente com viatura recebe dose de polilaminina para tentar voltar a andar

março 3, 2026

O delegado Leonardo Sanches, de 44 anos, que ficou tetraplégico após um grave acidente com a viatura da Polícia Civil na GO-330, entre Silvânia e Leopoldo de Bulhões (GO), recebeu uma dose experimental de polilaminina, substância em estudo que tem despertado interesse como possível terapêutica para lesões da medula espinhal.

Tratamento experimental com polilaminina

O procedimento foi realizado em janeiro de 2026 no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), em Goiânia (GO), e marcou a primeira aplicação da substância em um paciente goiano obtida por decisão judicial. A polilaminina, desenvolvida por pesquisadores brasileiros e em fase inicial de testes, é uma forma estabilizada da proteína laminina, que vem sendo estudada por seu potencial de estimular a regeneração de nervos após traumas na medula espinhal.

Histórico do acidente e expectativas

O acidente que deixou o delegado tetraplégico ocorreu em 31 de julho de 2025. Na ocasião, a viatura capotou durante uma tentativa de evitar uma colisão frontal com outro veículo na rodovia, resultando na morte de um colega e de uma estagiária, enquanto Sanches e outra estagiária sobreviveram.

Desde então, o policial passou por meses de internação e reabilitação intensiva. Com a administração da polilaminina, família e equipe médica esperam que a terapia experimental possa reduzir as sequelas causadas pela lesão medular e proporcionar avanços graduais na recuperação motora, com o objetivo de, no futuro, possibilitar algum nível de locomoção.

O que é polilaminina e como funciona

A polilaminina está sendo estudada no Brasil como um promissor agente terapêutico para lesões espinhais, derivado de uma proteína natural do corpo humano. Pesquisas iniciais indicam que ela pode contribuir para a formação de conexões nervosas em áreas lesionadas da medula, o que poderia favorecer ganhos motores em casos severos de trauma. No entanto, o uso ainda está em fases experimentais e necessita de estudos clínicos mais amplos para comprovação científica completa.