A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou um relatório acusando o Brasil de manter um “regime de censura” que teria silenciado publicações favoráveis ao presidente Donald Trump nas redes sociais. O documento foi produzido pelo Comitê Judiciário, sob controle republicano.
O que o relatório alega
Segundo o documento, autoridades brasileiras teriam solicitado à plataforma X (antigo Twitter) a remoção de publicações que:
- Elogiavam o presidente Donald Trump
- Criticavam o ex-presidente Joe Biden
- Criticavam a USAID (Agência dos EUA para Desenvolvimento Internacional, extinta em julho de 2025)
O relatório cita especificamente o ministro Alexandre de Moraes e outros magistrados do STF como responsáveis por “decisões arbitrárias” de remoção de conteúdo.
Objetivo político
O documento visa reunir informações para embasar debates no Congresso americano sobre liberdade de expressão e regulação de plataformas digitais por governos estrangeiros. A publicação tem clara motivação política no contexto das tensões entre os governos Trump e Lula.
Reação do STF
O presidente do STF, Edson Fachin, já havia rebatido as acusações americanas anteriormente, classificando-as como “distorções” sobre decisões do Supremo. Fachin afirmou que a liberdade de expressão “não é absoluta” e que as remoções fazem parte de investigações criminais contra milícias digitais.
A escalada retórica entre Washington e Brasília sobre soberania judicial e liberdade de expressão se intensifica em um momento em que ambos os países enfrentam tensões também no campo econômico e militar, especialmente em relação ao conflito no Irã.








