Vendedor ambulante é ameaçado com facões e agredido por malabarista em semáforo no Novo Gama

março 17, 2026

Disputa por ponto de trabalho terminou em agressão física; vítima registrou boletim de ocorrência e garante que não vai desistir


Uma briga por território entre trabalhadores de rua terminou em violência na manhã desta segunda-feira (16/3), na DF-290, próximo à rotatória do Novo Gama (GO). Um vendedor ambulante foi ameaçado com dois facões de malabarismo e agredido a socos por um artista de rua que atuava no mesmo semáforo.

Acordo descumprido e agressão filmada

O ambulante, que prefere não se identificar, conta que vende café, suco e sanduíches naturais naquele ponto há pelo menos dois meses, de segunda a sábado. Segundo ele, já havia estabelecido um combinado com o malabarista para que os dois pudessem usar o espaço sem conflito: o artista de rua atenderia os quatro primeiros carros da fila, e o vendedor cuidaria dos demais.

O acordo, porém, não durou. Irritado com a presença do ambulante, o malabarista — que aparece mascarado no vídeo — passou a acusá-lo de atrair os clientes e prejudicar seus ganhos. A situação escalou rapidamente: ele se aproximou empunhando os dois facões usados em suas apresentações e partiu para a agressão física, acertando um soco no rosto da vítima.

O momento foi gravado e registrado em vídeo.

Vítima acorda de madrugada para trabalhar e não vai desistir

Mesmo após a agressão, o ambulante demonstrou serenidade ao falar sobre o caso. Ele relatou que acordava todo dia às 3h50 da manhã para preparar os alimentos que vendia no semáforo e que nunca tentou interferir nos clientes do malabarista.

Apesar de lamentar o ocorrido, disse não guardar rancor: reconhece que o agressor também estava tentando sobreviver do próprio trabalho. Para ele, o episódio foi um infortúnio, não um motivo para abandonar o ponto — ou a profissão. “Se não for lá, vai ser em outro lugar”, afirmou.

Boletim de ocorrência registrado

Após o episódio, o vendedor se dirigiu à 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) e registrou um boletim de ocorrência relatando as ameaças e a agressão sofridas. O caso segue em investigação.