Vice-presidente exaltou o currículo do ministro da Fazenda no evento de lançamento da pré-candidatura, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e afirmou que ele “vai ganhar esta eleição”
O vice-presidente Geraldo Alckmin saiu a campo nesta quinta-feira (19) para referendar publicamente a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. No evento de lançamento da pré-candidatura, realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, Alckmin não poupou elogios ao ministro da Fazenda e deixou claro que estará ao seu lado ao longo de toda a campanha.
“Poucas pessoas estão tão preparadas”, afirmou o vice-presidente, elencando a trajetória de Haddad como professor universitário, ex-ministro da Educação, ex-prefeito de São Paulo e atual responsável pela pasta econômica do governo federal — cargo no qual conduziu a aprovação da reforma tributária.
O apoio de quem conhece cada canto do estado
A adesão de Alckmin tem peso político e simbólico difícil de ignorar. Ex-governador de São Paulo por quatro mandatos, ele é o político que por mais tempo comandou o estado na história — e se colocou à disposição para percorrer a geografia paulista ao lado de Haddad durante a campanha.
“Conte conosco, Haddad, para percorrermos a geografia de São Paulo, desde o litoral até as barrancas lá do Rio Paraná, desde o Rio Grande até o Rio Paranapiacaba, ouvindo o povo, as críticas, sugestões e propostas”, declarou o vice-presidente durante o evento.
Além de Alckmin, participaram do lançamento o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o presidente do diretório estadual petista, deputado Kiko Celeguim.
A estratégia de Lula por trás da candidatura
A decisão de Haddad de disputar o governo paulista não partiu de uma vontade pessoal imediata. Segundo apuração, o ministro chegou a sinalizar interesse em coordenar a campanha de Lula à reeleição — mas foi o próprio presidente quem o convenceu a encabeçar a chapa em São Paulo.
A lógica de Lula é eleitoral e objetiva: São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, e ter um candidato competitivo no estado é considerado indispensável para ampliar as chances petistas na disputa presidencial de 2026. O principal adversário no horizonte é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que lidera pesquisas em diferentes estados.
Ao lançar Haddad com a bênção pessoal e a presença de Alckmin — figura com enraizamento histórico no interior e na classe média paulista —, o PT busca construir uma candidatura com apelo amplo o suficiente para competir num estado que há décadas escapa do domínio do partido.








