A previa da inflacao oficial brasileira, medida pelo IPCA-15, subiu 0,89% em abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). O resultado ficou 0,45 ponto percentual acima de marco, quando o indice havia avancado 0,44%, e representa a maior variacao mensal do ano.
No acumulado de 2026, o IPCA-15 soma alta de 2,39%. Em 12 meses, o indice atingiu 4,37%, ante 3,90% no periodo imediatamente anterior. O resultado mantem a inflacao acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, fixado em 3% ao ano, com tolerancia de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Dois grupos concentraram cerca de 65% do indice no mes. Alimentacao e bebidas avancaram 1,46%, com impacto de 0,31 ponto percentual, enquanto Transportes subiu 1,34%, com peso de 0,27 ponto. Dentro do primeiro grupo, a alimentacao no domicilio acelerou de 1,10% em marco para 1,77% em abril, refletindo pressoes em proteinas e produtos in natura.
O destaque negativo do mes ficou por conta dos combustiveis. O subitem saltou de variacao negativa de 0,03% para alta de 6,06%, com a gasolina avancando 6,23%, sozinha responsavel por 0,32 ponto percentual no indice. O movimento reflete a tensao geopolitica no Oriente Medio, que voltou a pressionar cotacoes internacionais do petroleo.
O resultado complica o cenario do Comite de Politica Monetaria (Copom) do Banco Central, que cortou a Selic em 0,25 ponto percentual em 29 de abril, levando a taxa basica para 14,5% ao ano. A continuidade do ciclo de afrouxamento monetario depende da convergencia da inflacao a meta, comprometida pelo choque nos combustiveis.
No Distrito Federal, o IPCA-15 segue tendencia semelhante a media nacional. A capital integra a cesta de regioes metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, e o item habitacao, que inclui aluguel residencial e tarifas de energia eletrica, costuma exercer peso relevante no orcamento das familias brasilienses, com efeito direto na cesta de servidores publicos.
O proximo dado da previa da inflacao esta marcado para 27 de maio. O IPCA cheio de abril, indicador definitivo usado como referencia para a meta de inflacao, sera divulgado pelo IBGE nos proximos dias e deve confirmar a aceleracao captada pela previa, dada a magnitude da alta dos combustiveis no periodo.








