Estudo da Fiocruz associa dengue ao risco ampliado de síndrome de Guillain-Barré

abril 21, 2026
Estudo da Fiocruz associa dengue ao risco ampliado de síndrome de Guillain-Barré

Pesquisadores da Fiocruz Bahia e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres publicaram estudo que associa a dengue ao risco ampliado de síndrome de Guillain-Barré (SGB). O trabalho saiu na revista New England Journal of Medicine e foi divulgado em 16 de abril de 2026.

Segundo o estudo, pessoas infectadas por dengue têm risco 17 vezes maior de desenvolver SGB nas seis semanas seguintes à infecção. Nas duas primeiras semanas, o risco sobe para 30 vezes. A cada 1 milhão de casos de dengue, cerca de 36 pessoas podem desenvolver a síndrome.

O Brasil registrou 6 milhões de casos prováveis de dengue em 2024, em um dos piores surtos da história. Entre 2023 e 2024, houve mais de 5 mil internações por Guillain-Barré, sendo 89 ligadas à infecção por dengue.

A síndrome causa fraqueza muscular, formigamento e pode evoluir para paralisia completa e insuficiência respiratória. A Fiocruz recomenda que o SGB seja incorporado aos protocolos de vigilância pós-dengue e que UTIs e suporte ventilatório sejam preparados durante surtos. A prevenção continua centrada no combate ao Aedes aegypti e na vacinação.