O monitoramento eletrônico de medidas protetivas levou 12 agressores à prisão no Distrito Federal em 2026 por descumprimento de determinações judiciais. O programa da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) acompanha atualmente 183 pessoas — 81 agressores com tornozeleira e 102 vítimas com o dispositivo móvel de pessoas protegidas (DMPP).
Desde 2021, quando foi criado, o serviço já acompanhou cerca de 4.000 pessoas. A operação é 24 horas e funciona no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), com equipes das polícias Militar e Civil. Há 800 dispositivos móveis para vítimas e 400 tornozeleiras disponíveis.
“Até hoje, nenhuma vítima monitorada teve a integridade física violada. Isso demonstra 100% de efetividade do programa — o monitoramento funciona e salva vidas”, afirmou Andrea Boanova, diretora de Monitoramento de Pessoas Protegidas da SSP-DF.
O tempo médio entre o alerta e a prisão do agressor que invade a zona restrita é de 8 a 12 minutos. As vítimas recebem também apoio psicossocial e jurídico da Secretaria da Mulher. Denúncias podem ser feitas pelos canais 190 (Polícia Militar) e 180 (Central Nacional de Atendimento à Mulher).








