Viva Flor atende 1.810 mulheres simultaneamente no DF e mantém zero feminicídios entre participantes

abril 17, 2026
Viva Flor atende 1.810 mulheres simultaneamente no DF e mantém zero feminicídios entre participantes

O programa Viva Flor, da Secretaria de Segurança Pública do DF, atende 1.810 mulheres simultaneamente e soma 3.034 participantes desde a criação, com zero feminicídios registrados entre quem foi assistido. Lançado como projeto-piloto em 2017 e implementado oficialmente em 2018, é hoje uma das principais políticas locais contra a violência doméstica e familiar.

“O Viva Flor traduz determinação em enfrentar violência. Proteger mulheres não é promessa: é prática diária”, afirmou a governadora Celina Leão. Inicialmente operado apenas por aplicativo, o programa incorporou em 2021 um dispositivo específico de acionamento emergencial, semelhante a um celular, para incluir mulheres sem acesso contínuo à internet ou smartphone.

O secretário interino de Segurança Pública, Alexandre Patury, destacou que “os resultados demonstram que políticas estruturadas, baseadas em evidências e sustentadas pela integração institucional, têm capacidade real de salvar vidas”. A partir de 2023, o programa expandiu para as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams I e II) e, no ano seguinte, para delegacias circunscricionais.

O modelo permite que a vítima saia da delegacia com o dispositivo de proteção já ativado, reduzindo o tempo entre denúncia e proteção. Quanto ao perfil, 67% das atendidas estão na faixa de 30 a 59 anos, 26% entre 18 e 29 anos e 6% têm mais de 60 anos.

A integração com o Copom Mulher, da PMDF, fortalece a resposta em tempo real. “O Copom Mulher é grande avanço porque traz atendimento mais humano, acolhedor e sensível”, afirmou a major Patrícia Jacques da Silva, chefe da unidade. A rede é sustentada por Termo de Cooperação Técnica entre SSP-DF, Secretaria da Mulher, TJDFT, Ministério Público, Defensoria e forças de segurança, em vigor desde 2017.