Posicionar o bebê de costas durante o sono até completar um ano é uma das principais estratégias para prevenir a síndrome da morte súbita infantil (SMSI), caracterizada pelo falecimento repentino de crianças menores de 1 ano sem causa aparente durante o repouso. Em 2024, 119 bebês faleceram dessa condição no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. No Distrito Federal, foram duas mortes no mesmo período.
A médica neonatologista e pediatra Marta Rocha explica que o risco é maior nos primeiros seis meses de vida. Entre as medidas preventivas recomendadas estão: usar colchão firme e plano com lençol bem ajustado; evitar travesseiro, brinquedos de pelúcia e protetor de berço; nunca colocar o bebê de bruços ou de lado; e optar por saco de dormir em vez de cobertores.
Uma lei aprovada em 2025 estabelece que hospitais e maternidades orientem os pais sobre a síndrome da morte súbita no momento da alta hospitalar. A prática já é adotada nas unidades do Distrito Federal. Camas compartilhadas com adultos representam risco adicional, pois cuidadores podem rolar sobre a criança enquanto dormem.
A recomendação é que o bebê durma no quarto dos pais, próximo à cama deles, mas em superfície própria — como berço ou moisés. O ambiente deve ser arejado, sem fumaça de cigarro, e a temperatura do quarto deve ser mantida confortável para evitar que o bebê precise de excesso de roupas ou cobertores que possam obstruir as vias aéreas.








