O governador em exercício do Rio de Janeiro sancionou legislação que obriga o fechamento de ferros-velhos flagrados vendendo fio de cobre sem comprovação de origem. A nova medida, publicada no Diário Oficial na quinta-feira (9), estabelece penalidades mais rigorosas para reincidentes, com fechamento imediato do estabelecimento.
A lei complementa legislação de 2021 sobre furto, roubo e receptação de cabos de cobre e materiais metálicos no estado. Empresas de energia elétrica, telecomunicações, internet e semáforos sofrem prejuízos expressivos com o furto de cabos de cobre. Estabelecimentos flagrados com material de origem ilícita — confirmada por investigação policial ou vistoria das concessionárias — podem ser fechados por até 180 dias.
As forças de segurança apreenderam mais de 11 toneladas de materiais furtados em ferros-velhos durante 2025, resultando em mais de 440 prisões. A concessionária Light registrou perdas superiores a R$ 13 milhões entre janeiro e agosto de 2025, correspondentes a mais de 144 quilômetros de cabos furtados. A RioLuz documentou prejuízo de aproximadamente R$ 5 milhões em 2025, com 118 quilômetros de cabos subtraídos.
A empresa de engenharia de tráfego CET-Rio acumulou mais de R$ 2 milhões em perdas durante 2025 por furto de cabos de cobre. A nova legislação busca responsabilizar diretamente os estabelecimentos que servem de destino para os materiais furtados, tornando o escoamento mais difícil e reduzindo a rentabilidade do crime para os furtos de infraestrutura.








