Apenas 20,4% das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil confirmaram o diagnóstico pela rede pública de saúde, segundo pesquisa do Instituto Autismos realizada com 23.632 participantes entre março e julho de 2025. No acesso a terapias, o índice é ainda menor: 15,5% utilizam o SUS, enquanto 60% recorrem a planos privados ou pagam do próprio bolso.
Mais da metade dos autistas (56,5%) faz até 2 horas semanais de terapia, abaixo do recomendado pela literatura especializada. Entre os adultos de 18 a 76 anos, 29,9% estão desempregados ou sem fonte de renda. Na educação, 83,7% frequentam instituição de ensino, mas 39,9% deles não recebem qualquer apoio de acessibilidade.
O perfil dos entrevistados mostra predominância masculina (65,3%) e de crianças e adolescentes (72,1% têm até 17 anos). As comorbidades mais comuns são TDAH (51,5%), transtorno de ansiedade (41,1%) e transtornos do sono (27,9%).
Fonte: Agência Brasil/EBC








