A janela de troca partidária, encerrada em 3 de abril, movimentou pelo menos 114 dos 513 deputados federais — o equivalente a 22% da Câmara. As mudanças redesenham o mapa político brasileiro às vésperas das eleições de outubro de 2026 e alteram a correlação de forças no Congresso.
Quem ganhou mais
O Podemos foi o partido que mais atraiu parlamentares, incorporando 10 novos deputados e alcançando 26 membros na Câmara. O PL, de Jair Bolsonaro, recuperou 9 deputados, chegando a 96 — ainda abaixo dos 99 eleitos em 2022, mas recompondo parte das perdas.
O PSDB ressurgiu com 17 representantes após atrair deputados de outras legendas, sinalizando uma tentativa de reposicionamento do partido no cenário nacional.
Quem perdeu
O PDT foi um dos mais afetados, perdendo 5 deputados e ficando com apenas 12 membros. A sangria enfraquece o partido de Ciro Gomes em um momento decisivo para a construção de alianças eleitorais.
Base do governo estável
A federação PT-PV-PCdoB, base do governo Lula, manteve-se estável com 87 deputados. O PT não registrou saídas, e PV e PCdoB ganharam um deputado cada. A estabilidade da base governista é um sinal positivo para a tramitação de projetos prioritários do Planalto, como o PL do fim da escala 6×1.
Movimentações de destaque
Antes mesmo da abertura oficial da janela, 48 deputados já haviam trocado de partido. Entre os nomes mais conhecidos está o ex-ministro Ricardo Salles (SP), que deixou o PL rumo ao Novo para disputar vaga no Senado.
Por que os deputados trocam de partido
A motivação principal é estratégica: ter mais deputados fortalece os partidos nas negociações para candidaturas, distribuição do fundo eleitoral e tempo de propaganda. Partidos com bancadas maiores recebem mais recursos e mais espaço no horário eleitoral gratuito — moedas essenciais para a campanha de outubro.








