O ex-presidente Jair Bolsonaro elegeu como prioridade para 2026 a construção de uma maioria no Senado favorável ao impeachment de ministros do STF. O PL já mapeou 35 candidatos ou pré-candidatos para disputar vagas na Casa em outubro.
A conta de Bolsonaro
O PL atualmente tem 17 senadores. Com 54 vagas em disputa este ano, o cálculo do partido é que o bloco de direita (PL mais aliados como o Novo) pode eleger até 35 senadores, chegando a 41 ou mais cadeiras em 2027 — o suficiente para aprovar o impeachment de ministros.
O partido pretende lançar ao menos um candidato por estado. Até o momento, apenas o Amapá não tem nome definido.
Impeachment como bandeira
Pelo menos 24 dos candidatos mapeados já declararam publicamente apoio à remoção do ministro Alexandre de Moraes ou assinaram pedidos de impeachment. O deputado Eduardo Bolsonaro foi direto: “Os futuros senadores vão fazer o impeachment de Alexandre de Moraes”.
O deputado Sanderson (PL-RS) justifica a estratégia: “O Supremo está fora de controle”, afirmou.
Flávio na contramão
Em contraste com o pai, o senador Flávio Bolsonaro evita o discurso anti-STF na campanha presidencial. Assessores do senador acreditam que o tom combativo do pai contribuiu para a derrota em 2022 e que a moderação é necessária para ampliar o eleitorado.
Há também uma questão prática: aliados lembram que o ministro Moraes controla as condições da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, o que exige cautela por parte de Flávio.
Quando questionado sobre o tema, Flávio responde de forma genérica sobre “impeachment de juízes que cometerem crimes”, sem citar nomes — uma postura bem diferente da adotada pelo restante da família.








