Um advogado brasiliense denunciou dois militares do Exército e um enfermeiro por agressão física, racismo e homofobia após um incidente ocorrido na noite da última sexta-feira (13/3), no Ordinário Bar, estabelecimento localizado no Setor Bancário Sul, em Brasília. A vítima, identificada como Johnny dos Santos Batista, afirma que o grupo foi hostilizado de forma progressiva até a situação desembocar em violência física.
Como começou: provocações durante festa de aniversário
Johnny participava da comemoração de aniversário de uma amiga quando um grupo de homens em uma mesa vizinha — que também festejava — passou a importunar os convidados. Segundo o advogado, os homens começavam a esbarrar propositalmente, derramar bebidas e empurrar os presentes sem qualquer justificativa.
A tensão escalou quando um dos suspeitos, apontado como militar do Exército, abordou um dos convidados com um aviso intimidatório: questionou quem havia autorizado a entrada deles no local e sugeriu que fossem embora, encerrando com a frase “o recado foi dado”. Na sequência, um segundo suspeito dirigiu um comentário homofóbico a outra vítima do grupo. Foi esse episódio que, de acordo com Johnny, acendeu o estopim da confusão.
Agressão física: soco quebra óculos e fere rosto da vítima
A discussão ganhou volume e, em determinado momento, um dos envolvidos — descrito como enfermeiro e ex-integrante do Exército — desferiu um soco no rosto de Johnny. O impacto quebrou os óculos da vítima, e um dos fragmentos da lente causou um ferimento no rosto do advogado.
O momento em que Johnny é contido por outra pessoa foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento, mas as gravações não captaram o ponto exato onde ocorreu a agressão. Um dos agressores também chegou a filmar a cena durante o conflito, o que gerou ainda mais tensão — o grupo de Johnny exigiu que a gravação fosse interrompida.
A gerência do Ordinário Bar foi acionada durante os acontecimentos e procurou os acusados, que negaram as acusações na hora.
Caso é investigado pela Polícia Civil do DF
A ocorrência foi registrada na 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) e está sendo investigada sob os crimes de lesão corporal e injúria. Dois homens, com idades de 34 e 35 anos, figuram formalmente como vítimas de homofobia e agressão no boletim de ocorrência.
Bar repudia a conduta dos agressores
O Ordinário Bar se pronunciou publicamente pelas redes sociais, confirmando que houve uma discussão entre clientes que evoluiu para violência física precedida de atos de racismo e homofobia. O estabelecimento classificou esse tipo de comportamento como inaceitável e declarou repúdio a qualquer forma de discriminação ou conduta que comprometa o ambiente de respeito que a casa busca manter.








