O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, faleceu nesta quarta-feira (25/2), aos 78 anos, em Brasília. A informação foi confirmada oficialmente pelo próprio STJ em nota de pesar, que informou que Fischer estava internado no Hospital Sírio-Libanês para acompanhamento médico antes de sua morte.
Velório e sepultamento
Segundo o STJ, o velório do ex-ministro será realizado na manhã desta quinta-feira (26/2) na sede da Corte, a partir das 9h30, e o sepultamento está marcado para as 14h30 no Cemitério Campo da Esperança, na capital federal.
Carreira e trajetória de Felix Fischer
Nascido em 30 de agosto de 1947, em Hamburgo, na Alemanha, Felix Fischer veio com os pais para o Brasil quando tinha apenas um ano de idade, e mais tarde naturalizou-se brasileiro.
Fischer se formou em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1971 e em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1972.
Ele começou sua carreira no Ministério Público do Paraná em 1974, atuando como promotor substituto e, posteriormente, como procurador de Justiça até 1990.
Em 17 de dezembro de 1996, foi nomeado ministro do STJ, na vaga destinada a membros do Ministério Público, onde teve uma atuação marcante por mais de duas décadas.
Destaques na magistratura
Durante sua carreira no STJ, Fischer ocupou posições de destaque, incluindo a presidência da Quinta Turma e da Terceira Seção do tribunal, além de ter sido presidente do STJ no biênio 2012–2014 e presidente do Conselho da Justiça Federal.
Ele também desempenhou funções no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como ministro e corregedor, além de ser diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e integrar diversas comissões técnicas da magistratura.
Fischer se aposentou da Corte em 2022, após mais de **20 anos de atuação na magistratura superior brasileira.
Homenagens e legado
Autoridades, colegas e entidades do meio jurídico lamentaram a morte de Felix Fischer, destacando sua trajetória de compromisso com a Justiça, rigor técnico e contribuição significativa ao sistema judiciário do país.
O magistrado deixa esposa, Sônia, e quatro filhos, além de um legado importante na jurisprudência brasileira.








