Desemprego no DF cai a 6,5% e fica acima da media do pais

agosto 16, 2026
Vista aerea do Eixo Monumental de Brasilia com a Torre de TV e o Congresso Nacional ao fundo

A taxa de desocupação do Distrito Federal caiu para 6,5% no segundo trimestre de 2026, o menor patamar da série histórica da Pnad Contínua. O indicador, porém, ficou acima da média nacional, de 5,4%, segundo dados do IBGE divulgados na sexta-feira (14).

O DF tinha 109 mil pessoas desocupadas no trimestre encerrado em junho, queda de 25,4% na comparação com o mesmo período de 2025. A população ocupada foi estimada em 1,57 milhão de pessoas.

A diferença de 1,1 ponto percentual entre o DF e o país coloca a capital fora do grupo de unidades da federação com desemprego abaixo da média nacional. No mesmo levantamento, a desocupação recuou em 13 das 27 unidades da federação.

O que os números do DF mostram

O nível de ocupação no Distrito Federal, que mede a proporção de pessoas ocupadas entre os moradores de 14 anos ou mais, ficou em 62,8%. É um dos indicadores que ajudam a explicar por que a taxa de desemprego pode cair sem que a economia local esteja aquecida em todos os setores: parte do movimento vem de quem entra ou sai da busca por trabalho.

O dado mais favorável ao DF na pesquisa é o de informalidade. A taxa ficou em 28,7%, o equivalente a 450 mil trabalhadores. É o segundo menor índice do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 25,4%. A média nacional de informalidade no trimestre foi de 37,4% dos ocupados.

O peso do funcionalismo público e das atividades ligadas à administração federal explica boa parte dessa diferença. Emprego com carteira assinada e vínculo estatutário reduz a fatia de trabalhadores sem contrato formal, sem contribuição previdenciária ou por conta própria não registrada.

O quadro nacional

No país, a taxa de 5,4% é a menor já registrada para um segundo trimestre na série da Pnad Contínua, iniciada em 2012. O indicador recuou 0,7 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando estava em 6,1%, e 0,4 ponto na comparação com o segundo trimestre de 2025, de 5,8%.

Entre as unidades da federação com as taxas mais altas aparecem Amapá, com 9,8%, e Bahia, com 9,1%. Rio Grande do Norte e Paraíba tiveram os recuos mais expressivos no trimestre.

A informalidade nacional ficou em 37,4% dos ocupados no mesmo período. É nesse indicador que a distância entre o Distrito Federal e o restante do país aparece com mais clareza: a diferença de 8,7 pontos percentuais entre a taxa do DF e a média brasileira é maior que a diferença observada na taxa de desocupação.

A leitura conjunta dos dois números explica por que o DF pode ter desemprego acima da média e, ao mesmo tempo, um mercado de trabalho com vínculos mais formalizados. São medidas de coisas diferentes: uma conta quem procura trabalho e não encontra, a outra conta em que condições trabalha quem já está ocupado.

  • Taxa de desocupação do DF: 6,5%, menor da série histórica
  • Taxa nacional: 5,4%
  • Desocupados no DF: 109 mil, queda de 25,4% em um ano
  • População ocupada no DF: 1,57 milhão
  • Nível de ocupação no DF: 62,8%
  • Informalidade no DF: 28,7%, ou 450 mil trabalhadores

Como a pesquisa é feita

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua é a principal fonte oficial sobre o mercado de trabalho brasileiro. O IBGE entrevista domicílios em todas as unidades da federação e classifica como desocupada a pessoa de 14 anos ou mais que não trabalhou na semana de referência, estava disponível para assumir uma vaga e tomou alguma providência efetiva para conseguir trabalho.

Quem desistiu de procurar emprego não entra na conta de desocupados. Por isso o indicador precisa ser lido junto com o nível de ocupação e com a taxa de informalidade, que mostram quantas pessoas estão de fato trabalhando e em que condições.

A divulgação trimestral por unidade da federação sai cerca de duas semanas depois do resultado nacional mensal. A série completa, com as tabelas por estado, fica disponível no site do IBGE e no Sidra, o banco de dados do instituto.

Para quem procura vaga no DF, as Agências do Trabalhador mantêm atendimento presencial em 16 unidades, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O cadastro também pode ser feito pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

Leia também: Desemprego cai a 5,4% e é o menor para junho na série do IBGE.

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