Trump acusa China de interferir nas eleições dos EUA e Pequim reage

julho 19, 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou na sexta-feira (17) o governo da China de obter dados de milhões de eleitores americanos e de tentar interferir nas eleições do país. Pequim negou e classificou a acusação como invenção.

A declaração foi feita na Sala Leste da Casa Branca. Trump afirmou que o vazamento compromete a segurança do processo eleitoral americano às vésperas das eleições legislativas de novembro, quando será renovado o Congresso dos EUA.

“Essa perda de dados representa um pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral”, declarou Trump, segundo a Agência Brasil. “O governo chinês queria que o presidente dos EUA perdesse a próxima eleição”, completou.

China chama acusação de “pura invenção”

A resposta de Pequim veio pelo Ministério das Relações Exteriores. O porta-voz Lin Jian classificou as declarações como “pura invenção” e parte de uma “campanha difamatória maliciosa”, e cobrou que Washington faça uma “reflexão profunda” antes de repetir acusações que chamou de infundadas.

A embaixada chinesa nos EUA reforçou a negativa por meio do porta-voz Liu Chang: “A China nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA”.

Relação tensa entre Washington e Pequim

A troca de acusações acontece em um momento delicado da agenda entre os dois países:

  • Em 2025, Trump impôs tarifas de três dígitos sobre produtos chineses e recuou em outubro, diante do risco de retaliação da China com restrições à exportação de terras raras;
  • O líder chinês, Xi Jinping, visitou os EUA em maio e foi convidado por Trump para novo encontro em Washington, marcado para 24 de setembro;
  • A cúpula da Apec, prevista para novembro em Shenzhen, na China, deve reunir os dois presidentes.

As terras raras seguem no centro da queda de braço comercial. O grupo de minerais é insumo de eletrônicos, turbinas e equipamentos militares, e o tema também avança no Brasil, onde a Câmara aprovou o marco dos minerais críticos com R$ 7 bilhões em incentivos.

Até a publicação desta matéria, a Casa Branca não havia detalhado quais provas sustentam a acusação nem anunciado sanções em resposta ao suposto vazamento de dados. A expectativa agora recai sobre o encontro de setembro entre Trump e Xi, que pode definir o tom da relação até a cúpula da Apec.

Com informações da Agência Brasil.

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