O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou na sexta-feira (17) o governo da China de obter dados de milhões de eleitores americanos e de tentar interferir nas eleições do país. Pequim negou e classificou a acusação como invenção.
A declaração foi feita na Sala Leste da Casa Branca. Trump afirmou que o vazamento compromete a segurança do processo eleitoral americano às vésperas das eleições legislativas de novembro, quando será renovado o Congresso dos EUA.
“Essa perda de dados representa um pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral”, declarou Trump, segundo a Agência Brasil. “O governo chinês queria que o presidente dos EUA perdesse a próxima eleição”, completou.
China chama acusação de “pura invenção”
A resposta de Pequim veio pelo Ministério das Relações Exteriores. O porta-voz Lin Jian classificou as declarações como “pura invenção” e parte de uma “campanha difamatória maliciosa”, e cobrou que Washington faça uma “reflexão profunda” antes de repetir acusações que chamou de infundadas.
A embaixada chinesa nos EUA reforçou a negativa por meio do porta-voz Liu Chang: “A China nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA”.
Relação tensa entre Washington e Pequim
A troca de acusações acontece em um momento delicado da agenda entre os dois países:
- Em 2025, Trump impôs tarifas de três dígitos sobre produtos chineses e recuou em outubro, diante do risco de retaliação da China com restrições à exportação de terras raras;
- O líder chinês, Xi Jinping, visitou os EUA em maio e foi convidado por Trump para novo encontro em Washington, marcado para 24 de setembro;
- A cúpula da Apec, prevista para novembro em Shenzhen, na China, deve reunir os dois presidentes.
As terras raras seguem no centro da queda de braço comercial. O grupo de minerais é insumo de eletrônicos, turbinas e equipamentos militares, e o tema também avança no Brasil, onde a Câmara aprovou o marco dos minerais críticos com R$ 7 bilhões em incentivos.
Até a publicação desta matéria, a Casa Branca não havia detalhado quais provas sustentam a acusação nem anunciado sanções em resposta ao suposto vazamento de dados. A expectativa agora recai sobre o encontro de setembro entre Trump e Xi, que pode definir o tom da relação até a cúpula da Apec.
Com informações da Agência Brasil.








