Sargento da PMDF é morto a tiros no Lago Corumbá e advogado é preso

agosto 16, 2026
Viatura da Polícia Militar do Distrito Federal estacionada, com a inscrição Ligue 190 na lateral

Um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal foi morto a tiros no início da noite deste sábado (15) na região do Lago Corumbá, em Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal. A vítima, Cícero Romerio Ribeiro, era lotada no 26º Batalhão de Polícia Militar, em Santa Maria. Um advogado foi preso como principal suspeito.

O suspeito, identificado como Claudiomar Osternes, foi localizado por policiais da Companhia de Policiamento Especializado de Anápolis, em ação conjunta com outras equipes da Polícia Militar de Goiás. Com ele, os policiais apreenderam o carro usado na fuga e uma arma de fogo apontada como a utilizada no crime.

As informações preliminares indicam que houve uma discussão antes dos disparos. A dinâmica e a motivação do homicídio são apuradas pela Polícia Civil de Goiás.

Onde o crime aconteceu

O Lago Corumbá IV é um reservatório formado pelo represamento do rio Corumbá e banha mais de um município goiano, entre eles Santo Antônio do Descoberto, Alexânia, Luziânia e Abadiânia. A região virou área de casas de veraneio e condomínios de fim de semana frequentados por moradores do Distrito Federal, o que explica a presença de brasilienses no local em fins de semana e feriados.

Por ocorrer em território goiano, o caso corre na Polícia Civil de Goiás, e não na Polícia Civil do Distrito Federal, ainda que a vítima fosse policial militar do DF. A apuração de crimes segue a jurisdição do local do fato.

Em 8 de agosto, o SouBrasília noticiou o afogamento de um homem de 27 anos no mesmo lago, em Alexânia, em ocorrência sem relação com esta.

O que acontece agora com o suspeito

Preso em flagrante, o suspeito passa por audiência de custódia, em que um juiz decide se a prisão é convertida em preventiva, se é substituída por medidas cautelares ou se o preso responde em liberdade. A audiência precisa ocorrer em até 24 horas depois da prisão.

Até que haja condenação transitada em julgado, o advogado é tratado como suspeito, e não como autor do crime. A Constituição garante presunção de inocência e o direito de defesa em todas as fases do processo. A defesa dele não havia se manifestado publicamente até a publicação desta reportagem, e as informações divulgadas pelas corporações não trazem posicionamento.

A investigação deve reunir laudo pericial da arma apreendida, exame de necropsia, imagens de câmeras da região e depoimentos de quem estava no local. O confronto entre a arma apreendida e os projéteis recolhidos é o exame que costuma ancorar a materialidade em casos de homicídio por disparo.

A rotina do 26º Batalhão

O 26º Batalhão de Polícia Militar responde pelo policiamento ostensivo em Santa Maria, região administrativa no sul do Distrito Federal, na divisa com Goiás. A unidade cobre uma área com fluxo intenso entre o DF e as cidades goianas vizinhas.

A PMDF não divulgou, até a publicação desta reportagem, informações sobre velório, sepultamento ou homenagem ao sargento, nem esclareceu se ele estava de folga no momento do crime.

  • Vítima: sargento Cícero Romerio Ribeiro, do 26º Batalhão de Polícia Militar, em Santa Maria
  • Local: região do Lago Corumbá, em Santo Antônio do Descoberto, em Goiás
  • Data: início da noite de sábado, 15 de agosto
  • Suspeito: um advogado, preso pela Polícia Militar de Goiás
  • Apreendidos: o carro usado na fuga e uma arma de fogo
  • Investigação: Polícia Civil de Goiás

A Companhia de Policiamento Especializado, que participou da prisão, é a unidade da Polícia Militar de Goiás voltada a ocorrências de maior complexidade e a atendimentos que exigem deslocamento rápido entre municípios. A companhia de Anápolis cobre uma área que inclui cidades do Entorno do Distrito Federal.

A localização do carro usado na fuga e da arma de fogo na mesma ação encurta uma etapa que costuma se arrastar em homicídios: a identificação do veículo e a apreensão do instrumento do crime. Ambos seguem para perícia, e o resultado desses exames costuma orientar o indiciamento ao fim do inquérito.

Crimes cometidos no Entorno envolvendo moradores ou servidores do Distrito Federal exigem articulação entre as corporações dos dois lados da divisa. O compartilhamento de informações entre as polícias de Goiás e do DF costuma ser acionado em casos como este, quando vítima e local do fato pertencem a unidades da federação diferentes.

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