Quase todas as gestantes brasileiras (99,4%) fazem ao menos uma consulta de pré-natal, mas o acompanhamento completo, com sete ou mais consultas, é muito menos frequente entre mulheres indígenas, de menor escolaridade e da Região Norte. É o que revela estudo publicado em 13 de abril pelo Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas, em parceria com a Umane.
Apenas 19% das indígenas com baixa escolaridade cumprem o número recomendado de consultas, contra 88,7% das mulheres brancas com 12 anos ou mais de estudo. Entre todos os grupos étnicos, as indígenas são as mais excluídas do acompanhamento: 51,5% concluem o pré-natal, ante 84,3% das brancas, 75,7% das pretas e 75,3% das pardas. Na Região Norte, apenas 63,3% das gestantes têm o pré-natal integralmente cumprido. O estudo analisou mais de 2,5 milhões de nascimentos registrados no Sinasc do Ministério da Saúde em 2023.
O governo federal elevou de seis para sete o número de consultas recomendadas em 2024, com a criação da Rede Alyne, estratégia para reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027. Pesquisadores defendem medidas contra o racismo estrutural, programas de educação sexual para adolescentes e disponibilização de transporte público para ampliar o acesso.
Fonte: Agência Brasil/EBC








