Nunes Marques diz que a Justiça abriu as urnas diante da população

agosto 11, 2026
Fachada curva de vidro escuro do edifício do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou no domingo, 9 de agosto, em Brasília, que a Justiça Eleitoral abriu urnas diante da população para mostrar o que existe dentro do equipamento. A declaração foi dada na abertura da Corrida pela Democracia, promovida pelo tribunal no Autódromo Internacional Nelson Piquet.

O evento fechou a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, série de ações voltadas a aproximar a sociedade da Justiça Eleitoral a menos de dois meses do primeiro turno das eleições gerais.

“A Justiça Eleitoral abriu urnas perante a população de vários estados para mostrar o que está por trás do equipamento e explicar o caminho do voto. O TSE promoveu visitas ao Museu do Voto, exposições, votação simulada, além de ações de acessibilidade e de enfrentamento à desinformação”, disse o ministro.

O que a semana incluiu

A programação combinou demonstrações técnicas e atividades abertas ao público. A desmontagem de urnas diante de plateia é o formato mais direto entre elas: o equipamento é aberto e cada componente é apresentado, do teclado à mídia de resultado, com explicação sobre o percurso do voto até a totalização.

  • Demonstração pública de desmontagem de urna eletrônica em vários estados
  • Visitas guiadas ao Museu do Voto, em Brasília
  • Exposições sobre a história do voto no país
  • Votação simulada aberta ao público
  • Ações de acessibilidade e de enfrentamento à desinformação

O Museu do Voto funciona na sede do TSE, na Asa Sul, e reúne urnas de diferentes gerações, cédulas de papel usadas antes da informatização e material sobre a história eleitoral brasileira. A visitação é gratuita e recebe grupos escolares durante o ano letivo.

A votação simulada reproduz o ambiente da seção eleitoral: o participante recebe um número fictício, digita na urna, confirma e recebe o comprovante. O objetivo é reduzir a distância entre o eleitor e o equipamento que ele encontra a cada dois anos.

Por que o TSE insiste no tema

A auditabilidade da urna é o ponto em que o tribunal concentra a resposta pública desde o ciclo eleitoral de 2022. O sistema brasileiro prevê testes de integridade no dia da votação, em que urnas sorteadas votam sob filmagem com cédulas preenchidas por eleitores voluntários, e o resultado é comparado ao registrado pelo equipamento. Há ainda o teste público de segurança, aberto a especialistas convidados, realizado meses antes do pleito.

Entidades fiscalizadoras acompanham a assinatura digital dos sistemas e a lacração das urnas. Partidos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e imprensa podem indicar representantes para essas etapas.

A urna não se conecta à internet em nenhuma etapa do processo. O resultado de cada seção é gravado em mídia própria e transmitido por rede dedicada, e o boletim de urna é impresso e afixado no local de votação antes do envio, o que permite conferência independente por qualquer cidadão que fotografe o documento.

Desde 2022 o tribunal também publica o arquivo dos boletins de urna em formato aberto, o que abriu caminho para auditorias feitas por universidades, entidades civis e veículos de imprensa a partir do dado bruto.

O que muda para o eleitor do DF

O Distrito Federal elege em outubro governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados distritais. O eleitorado local vota em seções distribuídas pelas 35 regiões administrativas, sob coordenação do Tribunal Regional Eleitoral do DF.

Quem mudou de endereço ou precisa regularizar o título já não alcança o prazo para votar neste pleito, encerrado em maio. Ainda é possível, porém, consultar o local de votação pelo site do TSE e pelo aplicativo e-Título, que substitui o documento físico e traz a seção, a zona e o endereço do colégio eleitoral.

Calendário aperta

O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está marcado para outubro, e o TSE entrou na fase em que decisões administrativas e judiciais passam a ter efeito imediato sobre a campanha. Na quinta-feira, 13 de agosto, Nunes Marques reúne os demais ministros da Corte para alinhar o entendimento sobre o uso de inteligência artificial no processo eleitoral, tema que tem caso concreto pendente de julgamento.

A distribuição das urnas para as seções eleitorais e a preparação dos mesários seguem em paralelo, sob cronograma fixado em resolução. Leia também sobre a reunião do TSE sobre inteligência artificial nas eleições.

A Corrida pela Democracia, sediada no autódromo da capital federal, foi montada como atividade de encerramento e teve inscrição aberta ao público.

Perguntas frequentes

Onde Nunes Marques deu a declaração sobre as urnas?

Na abertura da Corrida pela Democracia, promovida pelo TSE no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, no domingo, 9 de agosto de 2026.

O que foi a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação?

Série de ações do TSE com desmontagem pública de urnas, visitas ao Museu do Voto, exposições, votação simulada e iniciativas de acessibilidade e de enfrentamento à desinformação.

Como a urna eletrônica é auditada?

Por teste público de segurança antes do pleito, teste de integridade no dia da votação com urnas sorteadas e votos conferidos em cédula, além de acompanhamento de partidos, Ministério Público, OAB e outras entidades fiscalizadoras.

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