Mulher é investigada por calote de mais de R$ 1 milhão em compra de calças jeans

março 3, 2026
Policial da PCDF durante operação no Distrito Federal

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), em conjunto com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), investiga uma suspeita que teria aplicado um golpe de aproximadamente R$ 1,1 milhão ao adquirir milhares de calças jeans utilizando cheques sem fundo como forma de pagamento em uma loja no estado de Goiás.

Compra milionária com pagamento fraudulento

Segundo a investigação, a mulher — moradora do Distrito Federal — apresentou vários cheques sem cobertura bancária para pagar uma grande quantidade de peças de roupa, totalizando cerca de 16 637 calças jeans, em uma negociação que alcançou R$ 1.182.288,29.

Conforme relatos da PCGO, as mercadorias foram entregues em um depósito no Lago Sul (DF), local indicado pela suspeita como endereço comercial. No entanto, após a entrega, a vítima percebeu que os cheques emitidos não seriam compensados e que o depósito funcionava apenas como ponto de recebimento das peças — e não como loja oficialmente registrada.

Mandados de busca e prisão preventiva

Nesta terça-feira (3/3/2026), a Justiça de Goiás expediu mandados de busca e apreensão em quatro endereços relacionados à suspeita, incluindo locais residenciais e comerciais. Os policiais apreenderam milhares de calças jeans e um veículo Ford Ranger pertencente à investigada, visando resguardar valores para possível ressarcimento à vítima.

Além da busca e apreensão, foi decretada prisão preventiva da acusada, que até o momento não foi localizada pelas autoridades.

Investigação e depoimentos

Durante as diligências, os investigadores descobriram que, após efetuar a compra milionária, a suspeita passou a revender as peças por valores muito abaixo do mercado, possivelmente para ocultar ou lucrar com os itens adquiridos de forma fraudulenta.

A PCGO também tentou localizar a acusada em duas ocasiões no Distrito Federal antes de cumprir os mandados em Goiás, porém sem sucesso. A mulher compareceu posteriormente para prestar depoimento, acompanhada de quatro advogados, mas optou por permanecer em silêncio, sem revelar a localização dos itens ou outros detalhes do caso.

A polícia continua com as investigações e deve concluir o inquérito nos próximos dias para encaminhar o caso ao Poder Judiciário.