A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou um caso de mpox na capital federal. O diagnóstico foi realizado no mês de janeiro deste ano, segundo informado pela pasta. Este é mais um caso registrado no Brasil, que tem monitorsado a situação epidemiológica da doença desde o surto global iniciado em 2022.
O paciente infectado foi orientado pelas autoridades de saúde a evitar a transmissão do vírus e a controlar os sintomas. Não existe, até o momento, um tratamento específico para a doença, sendo recomendadas medidas de suporte e isolamento para prevenir novos casos.
A mpox é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo que inclui o vírus da varíola humana. Embora seja uma doença conhecida há décadas em regiões endêmicas da África, o surto global a partir de 2022 levou a uma mobilização internacional de saúde pública.
## Como ocorre a transmissão
A transmissão entre pessoas acontece principalmente por meio de contato físico direto e próximo com alguém infectado, incluindo relações sexuais. Além disso, o vírus pode ser transmitido por:
– Contato com objetos ou materiais contaminados
– Partículas respiratórias infecciosas em algumas situações
– Transmissão de mãe para filho durante a gestação ou após o nascimento
Historicamente, os surtos estavam associados ao contato com animais infectedores em regiões de floresta tropical da África. Fora dessas áreas, os surtos costumam estar relacionados à transmissão entre pessoas.
## Sintomas
Os sintomas da mpox podem variar e nem sempre são evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os sinais mais comuns incluem:
– Febre
– Aumento dos linfonodos
– Erupções na pele ou lesões nas mucosas
As lesões podem se assemelhar às de outras doenças, como catapora, herpes ou sífilis, especialmente quando aparecem na região genital ou anal. Essa característica pode levar a diagnósticos equivocados se não for realizada uma avaliação médica adequada.
O surto global recente também demonstrou que algumas pessoas podem apresentar poucas lesões ou até infecção sem sintomas perceptíveis, um aspecto que ainda é pouco compreendido pela comunidade científica em relação à transmissão do vírus.
## Situação no Brasil
O Brasil registrou diversos casos de mpox desde 2022, quando a doença se espalhou globalmente. As autoridades sanitárias têm monitorado os casos e emitido orientações para profissionais de saúde e para a população.
A melhor forma de prevenção inclui evitar contato próximo com pessoas diagnosticadas, usar preservativos em relações sexuais, não compartilhar objetos pessoais que possam estar contaminados e manter boas práticas de higiene.
Quem apresentar sintomas compatíveis com a mpox deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, isolamento para evitar a propagação do vírus.


