O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu no dia 8 de abril uma ordem de prisão contra o dentista Vitório Campos da Silva, de 73 anos. Ele foi condenado pela Primeira Turma do STF a 14 anos de reclusão em regime fechado pela participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, tendo sido identificado nas imagens do circuito interno depredando o gabinete utilizado pela primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, dentro do Palácio do Planalto.
Com o trânsito em julgado da ação penal — ou seja, sem possibilidade de novos recursos —, Moraes determinou o início imediato do cumprimento da pena. A Polícia Federal foi acionada para executar o mandado. Até a noite do último sábado (11/4), a prisão ainda não havia sido efetivada.
Vitório já havia sido detido em março de 2023, logo após os atos, e desde novembro do mesmo ano cumpria prisão domiciliar. Com a decisão do STF, essa medida alternativa chega ao fim e ele deverá ser recolhido a um estabelecimento prisional.
As investigações da Polícia Federal apontaram que, além da participação direta na depredação do Planalto, mensagens recuperadas do celular do réu evidenciavam incentivo à mobilização de manifestantes e tentativas de pressionar as Forças Armadas em favor de uma ruptura institucional.
O caso faz parte do conjunto de ações penais abertas pelo STF contra participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro, quando grupos invadiram e destruíram as sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do próprio Supremo Tribunal Federal.








