Irã executa dois homens acusados de espionagem para EUA e Israel durante protestos

abril 5, 2026

O Irã executou dois homens condenados por supostamente espionar para Israel e os Estados Unidos durante os protestos antigovernamentais de janeiro de 2026. Mohamad-Amin Biglari e Shahin Vahedparast foram acusados de “agir em prol de Israel e dos EUA” em meio às manifestações.

Repressão crescente

As execuções fazem parte de uma onda de repressão do regime iraniano contra participantes dos protestos e membros de grupos de oposição, particularmente a organização Mujahedins do Povo do Irã (MEK). Múltiplas execuções foram registradas entre março e abril por acusações semelhantes.

O próprio governo iraniano reconheceu mais de 3 mil mortos nos protestos. Organizações internacionais de direitos humanos, no entanto, estimam que o número real de vítimas chegue a aproximadamente 7 mil pessoas.

Contexto do conflito

As execuções acontecem em meio à guerra entre EUA-Israel e Irã, em andamento desde 28 de fevereiro. O regime usa o conflito externo para justificar a repressão interna, enquadrando manifestantes como agentes de potências inimigas.

Na mesma semana, Trump deu ultimato de terça-feira para reabertura do Estreito de Ormuz e revelou que os EUA estão enviando armas a insurgentes iranianos e milícias curdas — o que pode ter contribuído para a intensificação das execuções como resposta do regime.

Direitos humanos

Organizações como a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch têm denunciado sistematicamente o uso de pena de morte pelo Irã contra manifestantes e dissidentes políticos. As execuções são vistas como instrumento de intimidação para sufocar a oposição interna em um momento de fragilidade do regime pela guerra.