Falha em áudio anula júri de homem que esfaqueou mulher grávida no DF

março 23, 2026

Decisão da Justiça determina novo julgamento após ausência de registro sonoro da sessão

Uma falha no sistema de gravação de áudio levou à anulação do júri de um homem acusado de esfaquear uma mulher grávida no Distrito Federal. A decisão judicial considerou que a ausência do registro compromete a validade do julgamento e impede a revisão adequada do processo.

Sem o áudio da sessão, não é possível reconstituir depoimentos, interrogatórios e debates realizados durante o julgamento, o que é essencial para garantir o direito de defesa e a transparência do procedimento.

Falha compromete validade do julgamento

A anulação não está relacionada a novas provas ou mudanças nos fatos do caso, mas exclusivamente à falha técnica no registro da audiência. O entendimento da Justiça é de que, sem esse material, não há como assegurar que todas as etapas ocorreram dentro dos parâmetros legais.

Com isso, o julgamento perde efeito e deverá ser realizado novamente, garantindo que todas as fases sejam devidamente registradas.

Acusado segue preso enquanto processo recomeça

Mesmo com a anulação do júri, o acusado permanece preso preventivamente enquanto aguarda a realização de um novo julgamento. A medida busca assegurar o andamento do processo e evitar riscos à investigação.

O caso volta, na prática, ao Tribunal do Júri, onde será novamente analisado por jurados.

Crime ocorreu em 2022

O ataque aconteceu em 2022, quando a vítima, grávida de sete meses, foi atingida por golpes de faca. Apesar da violência, ela sobreviveu, assim como o bebê.

O crime foi tratado como tentativa de homicídio, com agravantes relacionados à vulnerabilidade da vítima e à forma como o ataque foi executado.