EUA confirmam morte de dois militares em ataque do Irã na Jordânia

julho 20, 2026
Caça militar em voo entre nuvens durante operação aérea

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram na sexta-feira (17) a morte de dois militares e o desaparecimento de um terceiro após ataque do Irã contra a base aérea de Al Azraq, na Jordânia, realizado com mísseis balísticos e drones.

Segundo o Comando Central norte-americano, os militares atingidos cumpriam missão de treinamento e cooperação com as forças armadas jordanianas. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil no sábado (18).

Ainda de acordo com a agência, a Guarda Revolucionária iraniana destruiu pelo menos dois caças dos Estados Unidos e outras três aeronaves durante a ofensiva contra a base.

Cessar-fogo durou um mês

O ataque marca o momento mais grave da retomada do confronto direto entre Washington e Teerã. Um cessar-fogo provisório havia sido assinado há cerca de um mês, mas foi rompido na semana passada, e os dois lados voltaram aos bombardeios em ritmo crescente.

Na mesma sexta-feira, os Estados Unidos completaram a sétima noite consecutiva de ataques contra a infraestrutura militar iraniana. Os EUA já haviam lançado uma segunda onda de ataques ao Irã na região de Ormuz dias antes.

O conflito começou em fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel bombardearam instalações ligadas ao programa de mísseis do Irã. Desde então, a guerra já provocou o fechamento do Estreito de Ormuz, um acordo assinado na Suíça em junho e, agora, uma nova escalada após o colapso da trégua.

O que se sabe até agora

  • Dois militares dos EUA morreram e um está desaparecido após o ataque à base de Al Azraq, na Jordânia;
  • o ataque iraniano usou mísseis balísticos e drones;
  • pelo menos dois caças e outras três aeronaves foram destruídos, segundo a Agência Brasil;
  • os EUA completaram sete noites seguidas de bombardeios contra o Irã;
  • o cessar-fogo provisório assinado há um mês foi rompido na semana passada.

Após o ataque, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, voltou a ameaçar os Estados Unidos em pronunciamento citado pela Agência Brasil.

“A nobre nação do Irã e a Frente de Resistência têm lições inesquecíveis reservadas” para os Estados Unidos, afirmou Khamenei.

Efeito no petróleo e no bolso do brasileiro

A escalada militar mantém o petróleo sob pressão. O barril do tipo Brent operou na faixa de US$ 85 no dia 15 de julho, perto das máximas em mais de um mês, segundo levantamento do portal Band. Analistas do setor citados na mesma reportagem projetam que o barril pode romper a barreira dos US$ 90 caso as ameaças ao Estreito de Ormuz se concretizem.

No Brasil, o Congresso já reagiu ao encarecimento dos combustíveis provocado pela guerra: a Câmara aprovou crédito de R$ 10 bilhões para segurar o preço do diesel na última quinta-feira (17).

Próximos passos

O Comando Central dos EUA ainda não atualizou as buscas pelo militar desaparecido nem detalhou a resposta ao ataque na Jordânia. Também não há, até o momento, sinal de retomada das negociações que produziram o acordo de junho. Novos bombardeios contra a infraestrutura iraniana são esperados nos próximos dias, e o mercado de petróleo deve seguir reagindo a cada movimento no Estreito de Ormuz.

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