dom, 25 out

EUA confirmam morte de dois militares em ataque do Irã na Jordânia

Ataque iraniano com mísseis e drones atingiu a base de Al Azraq, na Jordânia; escalada pressiona o petróleo e o preço dos combustíveis no Brasil.

Por Denver Moura 3 min de leitura
Caça militar em voo entre nuvens durante operação aérea
Neste texto4 tópicos
  1. Cessar-fogo durou um mês
  2. O que se sabe até agora
  3. Efeito no petróleo e no bolso do brasileiro
  4. Próximos passos

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram na sexta-feira (17) a morte de dois militares e o desaparecimento de um terceiro após ataque do Irã contra a base aérea de Al Azraq, na Jordânia, realizado com mísseis balísticos e drones.

Segundo o Comando Central norte-americano, os militares atingidos cumpriam missão de treinamento e cooperação com as forças armadas jordanianas. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil no sábado (18).

Ainda de acordo com a agência, a Guarda Revolucionária iraniana destruiu pelo menos dois caças dos Estados Unidos e outras três aeronaves durante a ofensiva contra a base.

Cessar-fogo durou um mês

O ataque marca o momento mais grave da retomada do confronto direto entre Washington e Teerã. Um cessar-fogo provisório havia sido assinado há cerca de um mês, mas foi rompido na semana passada, e os dois lados voltaram aos bombardeios em ritmo crescente.

Na mesma sexta-feira, os Estados Unidos completaram a sétima noite consecutiva de ataques contra a infraestrutura militar iraniana. Os EUA já haviam lançado uma segunda onda de ataques ao Irã na região de Ormuz dias antes.

O conflito começou em fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel bombardearam instalações ligadas ao programa de mísseis do Irã. Desde então, a guerra já provocou o fechamento do Estreito de Ormuz, um acordo assinado na Suíça em junho e, agora, uma nova escalada após o colapso da trégua.

O que se sabe até agora

  • Dois militares dos EUA morreram e um está desaparecido após o ataque à base de Al Azraq, na Jordânia;
  • o ataque iraniano usou mísseis balísticos e drones;
  • pelo menos dois caças e outras três aeronaves foram destruídos, segundo a Agência Brasil;
  • os EUA completaram sete noites seguidas de bombardeios contra o Irã;
  • o cessar-fogo provisório assinado há um mês foi rompido na semana passada.

Após o ataque, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, voltou a ameaçar os Estados Unidos em pronunciamento citado pela Agência Brasil.

“A nobre nação do Irã e a Frente de Resistência têm lições inesquecíveis reservadas” para os Estados Unidos, afirmou Khamenei.

Efeito no petróleo e no bolso do brasileiro

A escalada militar mantém o petróleo sob pressão. O barril do tipo Brent operou na faixa de US$ 85 no dia 15 de julho, perto das máximas em mais de um mês, segundo levantamento do portal Band. Analistas do setor citados na mesma reportagem projetam que o barril pode romper a barreira dos US$ 90 caso as ameaças ao Estreito de Ormuz se concretizem.

No Brasil, o Congresso já reagiu ao encarecimento dos combustíveis provocado pela guerra: a Câmara aprovou crédito de R$ 10 bilhões para segurar o preço do diesel na última quinta-feira (17).

Próximos passos

O Comando Central dos EUA ainda não atualizou as buscas pelo militar desaparecido nem detalhou a resposta ao ataque na Jordânia. Também não há, até o momento, sinal de retomada das negociações que produziram o acordo de junho. Novos bombardeios contra a infraestrutura iraniana são esperados nos próximos dias, e o mercado de petróleo deve seguir reagindo a cada movimento no Estreito de Ormuz.

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