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Enem 2026: prova de Linguagens exige interpretação; professores listam o que revisar até 8 de novembro

Com o primeiro dia do Enem marcado para 8 de novembro, professores dizem que a prova de Linguagens cobra leitura de gêneros textuais e que estudar provas anteriores é o melhor treino.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Dois estudantes fazendo prova em sala de aula, de lápis na mão
Foto: Andy Barbour/Pexels (ilustrativa)
Neste texto5 tópicos
  1. Por que provas antigas funcionam
  2. Leia o comando antes do texto
  3. O que revisar em literatura
  4. Inglês e espanhol: o que muda
  5. Plano para as últimas semanas

A prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, que abre o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 8 de novembro, depende mais de saber interpretar textos do que de decorar conteúdo. É o que dizem os professores ouvidos pela Agência Brasil. A recomendação comum é resolver questões de edições anteriores e prestar atenção ao comando de cada pergunta. O calendário completo das provas, com horários e fechamento dos portões, está em outra matéria do SouBrasília.

Por que provas antigas funcionam

O professor Eduardo Calbucci lembra que a matriz de referência do Enem é a mesma desde 2009, o que dá à prova "um grau de previsibilidade bastante grande". Para ele, a primeira orientação aos alunos é estudar provas anteriores, porque as habilidades exigidas se repetem há 16 ou 17 anos.

O professor Eli Carlos Guimarães descreve a prova de Linguagens como uma avaliação de leitura. Segundo ele, mais de um terço das questões, todo ano, pede análise de gêneros textuais, como charge, artigo de opinião, resenha, canção e postagem digital, além de variação linguística e funções da linguagem. "O texto muda, mas a habilidade cobrada é totalmente previsível", diz.

Leia o comando antes do texto

O estudante Pedro Augusto Rocha Rodrigues, de 18 anos, aponta o volume de leitura como o maior desafio. "Se você não entende o comando, não tem como resolver a questão de uma forma adequada", afirma.

A estratégia de Eli é ler primeiro o comando, que fica abaixo do texto. Assim, o candidato chega ao texto sabendo o que procurar, economiza tempo e evita releituras. Na reta final, ele indica revisar funções da linguagem, variação linguística e coesão textual, com atenção aos conectores como "contudo", "portanto" e "embora".

O que revisar em literatura

O foco, segundo o professor, está nas relações entre contexto histórico, ideias de uma época e características das obras. Ele cita o modernismo brasileiro e a Semana de Arte Moderna de 1922 como chave para entender a busca por novas formas de expressão. A lista de conteúdos e autores que ele destaca:

  • modernismo, principalmente a primeira e a segunda fases, com Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos e Cecília Meireles;
  • o realismo de Machado de Assis e o romantismo;
  • literatura contemporânea que dá voz a pautas sociais, como Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus e a literatura indígena.

Inglês e espanhol: o que muda

No inglês, o professor Tiago Gentil diz que a prova vai além do texto tradicional e cruza imagens, diagramas, situações do dia a dia e documentos. Ele orienta o candidato a não se prender a vocabulário e gramática, e sim ao contexto e à mensagem global. Poemas em inglês apareceram nas edições mais recentes.

No espanhol, o professor Júlio Manuel Sanchez Tello alerta para os falsos cognatos, palavras parecidas nos dois idiomas com sentidos diferentes. Ele dá o exemplo de "esquisito", que em espanhol pode significar requintado ou saboroso, e não raro. A prova costuma trazer dois ou três textos em espanhol e cinco questões em português. "Gramática pura aparece pouquíssimo", diz, e a sintaxe é "raríssima".

Plano para as últimas semanas

Com base no que os professores apontam, uma rotina simples cabe nas semanas que restam: resolver uma prova antiga de Linguagens por semana, marcar o tempo, corrigir e anotar qual gênero textual causou erro. Para quem escolheu espanhol, vale separar uma lista própria de falsos cognatos. Os conteúdos e o horário de cada dia seguem o edital do Inep, que é a fonte oficial para qualquer dúvida de regra.

Fonte: Agência Brasil, reportagem de Oussama El Ghaouri, da Rádio Nacional, publicada em 11 de outubro de 2026.

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