Detento é assassinado com cerca de 160 golpes de estilete dentro de presídio em Santa Catarina

março 12, 2026
Detento é assassinado com cerca de 160 golpes de estilete dentro de presídio em Santa Catarina

Um detento de 31 anos foi brutalmente assassinado dentro do Presídio Regional de Araranguá, no sul de Santa Catarina. Segundo investigação da Polícia Civil, a vítima sofreu cerca de 160 perfurações provocadas por estiletes improvisados durante um ataque realizado por outros internos da unidade.

O caso aconteceu em 20 de fevereiro, mas o inquérito policial foi concluído apenas nesta semana, apontando a participação de três detentos, que foram formalmente indiciados pelo homicídio.

Crime ocorreu dentro do alojamento

De acordo com as investigações, o preso estava na entrada do alojamento jogando cartas com outros internos quando o ataque começou. Antes da agressão, os suspeitos teriam se afastado do grupo para conversar e, em seguida, retornaram ao local onde a vítima estava.

Um dos detentos iniciou a agressão com golpes no rosto e na nuca da vítima. Mesmo ferido, o homem tentou fugir, correndo em direção às camas do alojamento. Porém, foi perseguido pelos agressores e atingido diversas vezes até sofrer dezenas de perfurações pelo corpo.

Segundo a polícia, os ataques foram feitos com estiletes improvisados, objetos frequentemente utilizados como armas dentro de unidades prisionais.

Suspeitos tentaram destruir provas

Após o crime, os investigadores afirmam que os envolvidos tentaram dificultar a apuração do caso. O corpo da vítima teria sido arrastado até o banheiro do alojamento, onde foi lavado com água sanitária.

Na sequência, roupas e os objetos usados no assassinato foram jogados no vaso sanitário, numa tentativa de eliminar evidências e impedir a coleta de provas periciais.

Acusação formal

Com a conclusão do inquérito, os três suspeitos foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, por motivo considerado fútil e por impossibilitar a defesa da vítima. Eles também respondem por fraude processual, devido à tentativa de ocultar provas após o crime.

As autoridades seguem analisando o caso para determinar as circunstâncias e possíveis motivações do assassinato dentro da unidade prisional.