Um detento de 31 anos foi brutalmente assassinado dentro do Presídio Regional de Araranguá, no sul de Santa Catarina. Segundo investigação da Polícia Civil, a vítima sofreu cerca de 160 perfurações provocadas por estiletes improvisados durante um ataque realizado por outros internos da unidade.
O caso aconteceu em 20 de fevereiro, mas o inquérito policial foi concluído apenas nesta semana, apontando a participação de três detentos, que foram formalmente indiciados pelo homicídio.
Crime ocorreu dentro do alojamento
De acordo com as investigações, o preso estava na entrada do alojamento jogando cartas com outros internos quando o ataque começou. Antes da agressão, os suspeitos teriam se afastado do grupo para conversar e, em seguida, retornaram ao local onde a vítima estava.
Um dos detentos iniciou a agressão com golpes no rosto e na nuca da vítima. Mesmo ferido, o homem tentou fugir, correndo em direção às camas do alojamento. Porém, foi perseguido pelos agressores e atingido diversas vezes até sofrer dezenas de perfurações pelo corpo.
Segundo a polícia, os ataques foram feitos com estiletes improvisados, objetos frequentemente utilizados como armas dentro de unidades prisionais.
Suspeitos tentaram destruir provas
Após o crime, os investigadores afirmam que os envolvidos tentaram dificultar a apuração do caso. O corpo da vítima teria sido arrastado até o banheiro do alojamento, onde foi lavado com água sanitária.
Na sequência, roupas e os objetos usados no assassinato foram jogados no vaso sanitário, numa tentativa de eliminar evidências e impedir a coleta de provas periciais.
Acusação formal
Com a conclusão do inquérito, os três suspeitos foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, por motivo considerado fútil e por impossibilitar a defesa da vítima. Eles também respondem por fraude processual, devido à tentativa de ocultar provas após o crime.
As autoridades seguem analisando o caso para determinar as circunstâncias e possíveis motivações do assassinato dentro da unidade prisional.








