Camisa 9 da Seleção Brasileira: veja e compare os números dos quatro candidatos convocados por Ancelotti

março 17, 2026

A menos de três meses da Copa do Mundo, Matheus Cunha, João Pedro, Endrick e Igor Thiago disputam a posição de centroavante titular do Brasil


Com a Copa do Mundo batendo à porta, Carlo Ancelotti ainda não tem um camisa 9 definido para a Seleção Brasileira. Na convocação para os amistosos contra França (26/3) e Croácia (31/3), o treinador italiano chamou quatro atacantes que brigam pela posição de centroavante titular: Matheus Cunha (Manchester United), João Pedro (Chelsea), Endrick (Lyon) e Igor Thiago (Brentford).

Os números de cada um na temporada revelam perfis bem distintos — e tornam a disputa ainda mais acirrada. Confira a comparação:

Matheus Cunha — Manchester United

O camisa 10 do United vive grande fase na Premier League. Em 29 jogos disputados na temporada, marcou 7 gols e deu 2 assistências, com um gol ou assistência a cada 198 minutos em campo. Sua taxa de conversão de chances claras é de 43%, e ele precisa de 11,3 finalizações para balançar a rede — o pior índice entre os quatro. Em compensação, é um dos mais participativos: 1,5 drible certo e 1,1 passe decisivo por jogo, além de 5,3 duelos vencidos por partida.

João Pedro — Chelsea

Artilheiro do grupo com folga, o centroavante do Chelsea soma 18 gols e 6 assistências em 41 jogos — uma participação em gol a cada 124 minutos. Sua conversão de chances claras chega a 48%, e ele precisa de apenas 4,3 finalizações para marcar, o segundo melhor índice entre os convocados. É o mais prolífico em volume de jogos e gols, mas tem presença discreta na construção: 0,8 passe decisivo e 0,9 drible por partida.

Endrick — Lyon

O jovem ex-Real Madrid chega com estatísticas impressionantes pelo Lyon. Em apenas 12 jogos, já marcou 6 gols e deu 4 assistências, com uma participação em gol a cada 95 minutos — o melhor índice do quarteto. Sua taxa de conversão de chances claras é de 44%, e lidera com 1,7 passe decisivo e 2,4 dribles certos por jogo, além de 5 duelos ganhos por partida. Os números evidenciam um jogador explosivo e criativo, mesmo com menos minutagem que os rivais.

Igor Thiago — Brentford

O centroavante do Brentford é o mais clínico dos quatro. Com 21 gols em 31 jogos, ele converte impressionantes 58% das suas chances claras e precisa de apenas 3,3 finalizações para marcar — ambos os melhores números do grupo. Participa em gol a cada 119 minutos. Em contrapartida, quase não aparece na criação: apenas 0,5 passe decisivo e 0,8 drible por jogo, o que o torna um atacante com perfil mais fixo e menos versátil.

Quem sai na frente?

Se o critério for eficiência pura de centroavante, Igor Thiago lidera com vantagem. Se a opção for por um atacante mais participativo e com maior qualidade técnica, Endrick e Matheus Cunha se destacam. João Pedro equilibra volume e eficiência. A decisão final, porém, está nas mãos de Ancelotti — e os amistosos de março devem ser decisivos para apontar o caminho.