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Brasília é a única cidade grande do Brasil em alto desenvolvimento sustentável, aponta IDSC-BR

Capital somou 61,71 pontos no IDSC-BR 2026 e lidera o ranking das cidades com mais de 500 mil habitantes, à frente de Curitiba e São Paulo.

Por Redação Sou Brasília 4 min de leitura
Vista aérea do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, com área verde e lago
Foto: Bruno Leão/Pexels
Neste texto3 tópicos
  1. Por que Brasília lidera o ranking das grandes cidades
  2. O que mudou no Brasil em um ano
  3. O que o resultado não mostra

Brasília é a única cidade brasileira com mais de 500 mil habitantes classificada na faixa de alto desenvolvimento sustentável do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR) 2026, divulgado em 27 de agosto pelo Instituto Cidades Sustentáveis. A capital somou 61,71 pontos, à frente de Curitiba (58,15) e São Paulo (58,01), e subiu de 57,67 pontos na edição anterior.

O índice cruza 100 indicadores ligados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e avalia 5.570 municípios brasileiros em áreas como saúde, educação, renda, saneamento e meio ambiente. A pontuação vai de 0 a 100, e nenhuma cidade do país chegou à faixa máxima, "muito alto desenvolvimento sustentável", que começa em 80 pontos. A faixa "alto desenvolvimento sustentável" vai de 60 a 79,99 pontos, e Brasília é a única capital ou cidade grande do país dentro dela.

Por que Brasília lidera o ranking das grandes cidades

O IDSC-BR não divulga, no resultado público, o detalhamento indicador a indicador que explica a diferença de Brasília para as demais cidades do topo da lista. O que o estudo confirma é a posição: entre os municípios com mais de 500 mil habitantes, a capital federal abre vantagem de 3,56 pontos sobre a segunda colocada, Curitiba, e de 3,70 sobre São Paulo. Completam o grupo de cidades grandes mais bem avaliadas Ribeirão Preto (57,68), Londrina (57,59), São José dos Campos (56,27), Contagem (56,11), Florianópolis (55,89), Uberlândia (55,22) e Sorocaba (55,07).

A régua do IDSC-BR difere da que mede só a economia ou só a infraestrutura de uma cidade: o índice soma dados de áreas como mortalidade infantil, cobertura de saneamento, acesso à energia, igualdade de gênero, geração de empregos formais e qualidade da gestão pública. Brasília concentra sede de governo federal, maior renda per capita entre as unidades da federação e cobertura de saneamento acima da média nacional, fatores que costumam puxar para cima o resultado consolidado do índice.

Pôr do sol na Esplanada dos Ministérios, com o Congresso Nacional ao fundo, em Brasília
Brasília concentra sede do governo federal e renda per capita elevada, fatores que pesam no índiceFoto: Pexels

O que mudou no Brasil em um ano

A edição 2026 do IDSC-BR mostra melhora geral no país: a média dos 5.570 municípios avaliados ultrapassou 50 pontos pela primeira vez desde 2015, chegando a 51,22. Ainda assim, a distância entre as grandes cidades mais bem avaliadas e o restante do país segue larga: a maior parte dos municípios brasileiros está nas faixas "médio" (40 a 59,99 pontos) ou "baixo" desenvolvimento sustentável, abaixo da marca que separa a base do topo do ranking.

  • 1º lugar (+500 mil hab.): Brasília, 61,71 pontos (alto desenvolvimento sustentável)
  • 2º lugar: Curitiba (PR), 58,15 pontos
  • 3º lugar: São Paulo (SP), 58,01 pontos
  • 4º lugar: Ribeirão Preto (SP), 57,68 pontos
  • 5º lugar: Londrina (PR), 57,59 pontos

O instituto responsável pelo cálculo, o Instituto Cidades Sustentáveis, publica o índice anualmente desde 2015 com apoio de pesquisadores ligados à Sustainable Development Solutions Network (SDSN) e ao Cebrap. A metodologia é a mesma usada por redes de cidades sustentáveis em outros países, adaptada à realidade municipal brasileira, o que permite comparar a evolução de cada cidade ano a ano.

O que o resultado não mostra

O IDSC-BR é um retrato consolidado, não um diagnóstico de bairro ou de região administrativa. Brasília liderar o ranking nacional entre grandes cidades não significa que todas as regiões administrativas do Distrito Federal tenham o mesmo padrão de saneamento, renda ou acesso a serviços. A distância entre o Plano Piloto e áreas mais distantes do centro, como Estrutural, Itapoã ou Varjão, é um dos pontos historicamente mais citados por especialistas em desenvolvimento urbano do DF. O índice soma médias do território inteiro, e médias altas podem conviver com desigualdade interna relevante.

Ainda assim, o resultado de 2026 marca o segundo ano seguido em que Brasília aparece à frente das demais cidades grandes do país em índices de qualidade de vida e desenvolvimento sustentável, desempenho que tende a pesar na hora de atrair investimento e eventos para a capital, área em que o Parque da Cidade Sarah Kubitschek, maior parque urbano do país, segue como um dos ativos mais citados. O DF também concentra ações recorrentes de preservação do Cerrado, bioma que cobre o Distrito Federal quase por inteiro e que é lembrado todo 5 de junho, no Dia Mundial do Meio Ambiente.

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