Boletim da dengue mostra queda de casos no DF em 2026

junho 1, 2026
Recipiente com larvas de mosquito sendo monitorado

O boletim epidemiológico mantido pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mostra tendência de queda nos casos de dengue em 2026, em comparação com o ciclo anterior. A vigilância ativa segue como prioridade, com foco em ações de controle do mosquito Aedes aegypti e em mutirões de limpeza nas regiões administrativas.

O DF encerrou 2025 com redução expressiva nos casos prováveis de dengue. O resultado foi creditado a uma combinação de fatores: ações de campo, clima menos favorável ao mosquito em parte do ano e maior mobilização da população na eliminação de criadouros.

Como o DF chegou à queda

Entre as principais frentes mantidas pela SES-DF para sustentar a redução estão:

  • visitas regulares de agentes de endemias em residências e comércios;
  • mutirões de limpeza em áreas críticas;
  • aplicação de inseticida em pontos estratégicos;
  • campanhas de comunicação para descarte correto de lixo e água parada;
  • monitoramento epidemiológico com publicação periódica de boletins.

A dengue apresenta padrão sazonal no DF, com maior incidência entre outubro e maio. Mesmo com a queda observada nos últimos meses, a vigilância precisa continuar, em razão do risco de novos surtos nos meses mais chuvosos.

Sintomas e atendimento

Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor muscular, mal-estar e manchas na pele. Diante de qualquer suspeita, a recomendação é procurar uma unidade de saúde, ingerir bastante líquido e evitar automedicação.

Casos graves podem evoluir para dengue hemorrágica, com risco de morte. Sinais de alerta como dor abdominal intensa, sangramentos e queda de pressão exigem atendimento imediato. A rede pública do DF dispõe de protocolos específicos para classificação de risco em cada unidade.

O que cada cidadão pode fazer

O combate ao mosquito depende fortemente de ações domiciliares. Verificar pratos de planta, calhas, garrafas e tampas, tampar caixas d’água, descartar pneus e recipientes sem uso e limpar quintais e áreas com acúmulo de entulho são as medidas mais eficazes para reduzir os criadouros do Aedes aegypti.

O SouBrasília acompanha o boletim epidemiológico da SES-DF. Veja também a matéria sobre a aprovação da distribuição gratuita de repelentes contra a dengue pela Câmara Legislativa do DF.