Auditores fiscais do DF fazem operação-padrão em protesto contra inclusão de imóvel no PL do BRB
Auditores fiscais da Receita do Distrito Federal iniciaram uma operação-padrão nesta terça-feira (3/3) em protesto contra a inclusão de um imóvel utilizado pela fiscalização tributária em um projeto de lei que trata da capitalização do Banco de Brasília…

Auditores fiscais da Receita do Distrito Federal iniciaram uma operação-padrão nesta terça-feira (3/3) em protesto contra a inclusão de um imóvel utilizado pela fiscalização tributária em um projeto de lei que trata da capitalização do Banco de Brasília (BRB). A mobilização foi aprovada em assembleia pelo sindicato da categoria em repúdio às medidas previstas no PL enviado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
O que é a operação-padrão dos auditores
A operação-padrão consiste em ações lentas e rigorosas de fiscalização de tributos e mercadorias nas vias do DF, além de procedimentos burocráticos mais detalhados, como:
- fiscalização em trânsito de mercadorias;
- análise para concessão de benefícios fiscais;
- saneamento de cadastros tributários;
- suspensão de empresas em irregularidade;
- auditorias em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço.
O movimento da categoria é uma forma de protesto contra a decisão de incluir a área onde funciona a sede da fiscalização tributária no projeto que prevê medidas para reforçar o capital do BRB. Os auditores consideram a inclusão da área uma ameaça ao trabalho de fiscalização e à estrutura operacional da Receita do DF.
Imóvel alvo de protesto é estratégico para fiscalização
De acordo com o Sindicato dos Funcionários Integrantes da Carreira Auditoria Tributária do Distrito Federal (Sinafite-DF), a área incluída no PL é estratégica, pois abriga a unidade responsável pela fiscalização em trânsito de mercadorias, o núcleo de transportes, o depósito de apreensão de produtos e uma agência de atendimento da Receita, funcionando 24 horas por dia.
O presidente do sindicato, Wanderson Waldhelm, afirmou que a categoria quer que o governo retire a área da proposta legislativa e promova um diálogo com os auditores para discutir outras demandas da carreira, incluindo melhorias nas condições de trabalho.
Projeto de capitalização do BRB e polêmica
O protesto acontece no contexto do Projeto de Lei enviado pelo GDF à CLDF em 24 de fevereiro, que prevê medidas para capitalizar o Banco de Brasília, após prejuízos financeiros decorrentes da compra de carteiras de crédito de outro banco. Entre as propostas está a autorização para contrair empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou outras instituições.
A inclusão de imóveis públicos como garantia em operações financeiras tem gerado debates entre parlamentares, sindicatos e especialistas, que questionam tanto a dimensão da medida quanto possíveis impactos na gestão de ativos do DF.
Repercussão e próximos passos
A mobilização dos auditores fiscais pode afetar a rotina de fiscalização tributária no Distrito Federal, já que a operação-padrão costuma retardar processos e prazos administrativos. A categoria afirma que manterá o protesto até que haja avanços nas negociações com o governo.
Autoridades e parlamentares da CLDF seguem analisando o conteúdo do projeto de lei que trata da capitalização do BRB e debatem ajustes ao texto, incluindo a retirada de áreas públicas que, segundo críticos, não deveriam estar vinculadas a garantias financeiras.





