Mais de seis mil indígenas de todas as regiões do país se reuniram em Brasília para o Acampamento Terra Livre 2026, e artesãos de diversas etnias apresentaram trabalhos que misturam identidade, memória ancestral e denúncia política em programação cultural paralela ao evento político.
Nhak Krere Xikrin, de 26 anos, da aldeia ô-ôdja no sudeste do Pará, demonstrou técnicas de pintura corporal com jenipapo. Geraldo Kuikuro, de Querência (MT), discutiu o artesanato como fonte de renda alternativa diante do avanço do agronegócio. Mazinho Naruvôtu, de 54 anos, apresentou esculturas em madeira sucupira como forma de manter a memória do território Naruvôtu.
Para os artesãos presentes, produzir e expor as obras é também uma forma de pressão política. As mudanças climáticas e o desmatamento aparecem nas falas como ameaças diretas à continuidade dos saberes tradicionais, já que afetam os materiais usados na produção artesanal, muitos deles retirados de biomas ameaçados.
Fonte: Agência Brasil/EBC








