A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter abatido um avião C-130 dos Estados Unidos que participava de operações de busca pelo piloto americano desaparecido desde sexta-feira (3). Segundo o comunicado, a aeronave foi destruída por “fogo intenso” da unidade Faraj Rangers no sul de Isfahan, no centro do país.
Versões conflitantes
O anúncio iraniano contradiz frontalmente a versão do presidente Donald Trump, que no mesmo dia confirmou o resgate bem-sucedido do piloto, descrevendo-o como “são e salvo” após dois dias desaparecido nas montanhas iranianas.
A discrepância entre as narrativas evidencia a guerra de informação que acompanha o conflito militar. Enquanto Trump celebra o resgate como “milagroso”, o Irã alega ter destruído a aeronave enviada para buscá-lo.
C-130: avião de transporte
O C-130 é uma aeronave de transporte e apoio logístico, diferente do caça F-15 abatido na sexta-feira. Aviões desse tipo são usados em operações de resgate, reabastecimento e transporte de tropas. Se confirmada, a destruição representaria mais uma perda significativa para os EUA no conflito.
Escalada no ar
As baixas aéreas americanas se acumulam desde o início da guerra em fevereiro. Além do F-15 abatido, o Irã já havia alegado ter derrubado dois F-35 (negado pelo Pentágono), dois outros caças (F-15E e A-10) e agora o C-130 de busca.
Helicópteros Black Hawk também foram alvejados durante as buscas. O padrão de ataques a aeronaves de resgate é especialmente preocupante, pois indica que o Irã está mirando deliberadamente nas operações de socorro americanas.








