Justiça condena quadrilha que manipulava jogos do Campeonato Brasiliense

abril 1, 2026

A Justiça do Distrito Federal condenou quatro réus por manipulação de resultados no Campeonato Brasiliense de 2024. O líder do esquema, William Pereira Rogatto, recebeu pena de 13 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado. O caso foi desvendado pela Operação Fim de Jogo, conduzida pelo GAECO do MPDFT.

Como a quadrilha operava

O grupo atuava de forma estruturada para fraudar partidas oficiais do futebol candango. Exploravam a fragilidade financeira de um clube do DF, infiltrando-se em seu departamento de futebol para influenciar diretamente os resultados em campo.

O objetivo era lucrar com apostas esportivas. A investigação identificou padrões anômalos de apostas, comunicações financeiras suspeitas e lances incompatíveis com o andamento normal dos jogos.

As condenações

  • William Pereira Rogatto (líder): 13 anos e 6 meses + 58 dias-multa
  • Amauri Pereira dos Santos: 11 anos e 10 meses + 45 dias-multa
  • Alexandre Batista Damasceno: 7 anos em regime semiaberto
  • Nathan Henrique Gama da Silva: 7 anos em regime semiaberto

Uma quinta ré, Dayana Nunes Feitosa, foi absolvida. A sentença foi proferida pela Vara Criminal de Santa Maria.

Operação Fim de Jogo

A investigação foi conduzida pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do DF e Territórios. O caso tramita sob o número 0710361-96.2024.8.07.0010.

A condenação reforça o combate à corrupção no esporte e às redes criminosas que usam o futebol brasileiro como ferramenta para esquemas ilegais de apostas.

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