Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais colocou na mira profissionais de saúde suspeitos de irregularidades no atendimento público, incluindo a cobrança indevida por serviços que deveriam ser gratuitos pelo Sistema Único de Saúde.
A investigação aponta que um dos médicos teria exigido pagamentos de pacientes e familiares para viabilizar internações e atendimentos hospitalares, mesmo sendo procedimentos custeados integralmente pelo sistema público. A suspeita é de que essa prática tenha ocorrido de forma recorrente, inclusive em situações de urgência.
Além disso, outro profissional também é alvo da operação por indícios de atuar como “médico fantasma”. Segundo as apurações, ele manteria vínculos com prefeituras da região, recebendo salários sem cumprir adequadamente sua carga de trabalho, além de possíveis registros falsos de presença.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Equipamentos eletrônicos e documentos foram recolhidos para auxiliar no avanço das investigações, que contam com apoio das autoridades policiais.
O caso segue sob apuração e pode revelar um esquema mais amplo de irregularidades, envolvendo prejuízos ao sistema público de saúde e possíveis crimes contra a administração pública.








