Animal raro das profundezas do oceano foi encontrado próximo à costa e despertou curiosidade por causa das lendas associadas à espécie.
Um animal marinho incomum surpreendeu banhistas após aparecer próximo à faixa de areia de uma praia no México. O peixe, conhecido popularmente como “peixe do fim do mundo”, chamou atenção pelo tamanho e formato incomum, além das lendas que cercam a espécie.
Trata-se do peixe-remo (Regalecus glesne), um animal que normalmente vive em grandes profundidades e raramente é visto por seres humanos. A aparição mobilizou pessoas que estavam no local e tentaram ajudar o animal a retornar ao mar.
Espécie vive nas profundezas do oceano
O peixe-remo é considerado um dos maiores peixes ósseos do planeta e pode ultrapassar 9 metros de comprimento. Seu corpo é longo, prateado e achatado, com uma característica barbatana dorsal vermelha que percorre praticamente toda a extensão do animal.
Esse tipo de peixe vive geralmente em águas profundas, podendo habitar regiões a cerca de 900 metros abaixo da superfície, o que explica por que encontros com humanos são extremamente raros.
Especialistas afirmam que, quando aparecem próximos à costa, esses animais normalmente estão doentes, desorientados ou debilitados.
Lendas associam animal a desastres naturais
O apelido de “peixe do fim do mundo” surgiu por causa de crenças antigas que associam o aparecimento do animal a grandes desastres naturais, como terremotos e tsunamis.
A lenda ganhou força principalmente após o terremoto e o tsunami que atingiram o Japão em 2011, quando diversos exemplares da espécie foram registrados próximos à costa antes do desastre.
No entanto, pesquisadores afirmam que não há comprovação científica de que a presença do peixe esteja relacionada a catástrofes naturais.
Aparições continuam raras
Apesar do impacto visual e das histórias que cercam o animal, especialistas reforçam que o peixe-remo é apenas uma espécie das profundezas que ocasionalmente acaba chegando à superfície devido a mudanças nas correntes marinhas, doenças ou desorientação.
Por viver em regiões oceânicas difíceis de explorar, o comportamento desse peixe ainda é pouco conhecido pelos cientistas.








