A mpox, doença viral transmitida por contato físico próximo, voltou a ganhar atenção no Brasil com o aumento de casos confirmados no início de 2026. O monitoramento de saúde indica que o país registra cerca de 90 casos da infecção, mesmo sem sinais de grave crise sanitária, reforçando a importância de reconhecer os sintomas e procurar atendimento médico adequado.
O que é mpox e como ocorre a transmissão
A mpox é uma doença causada pelo vírus mpox (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo de vírus que inclui a varíola humana. Ela é considerada uma zoonose viral e pode infectar seres humanos a partir do contato direto ou indireto com secreções, lesões na pele ou objetos contaminados.
A transmissão não ocorre apenas por meio de relações sexuais: o vírus pode ser transmitido ao tocar feridas, fluidos corporais ou superfícies que tiverem contato com uma pessoa infectada, assim como pelo contato prolongado entre indivíduos.
Período de incubação e sintomas iniciais
O período de incubação da mpox costuma durar entre 5 e 21 dias após a exposição ao vírus, durante o qual ainda não há sinais visíveis da doença.
Os sintomas mais comuns da infecção incluem:
- Febre e calafrios, semelhante a uma infecção viral comum;
- Dores no corpo, incluindo musculares e de cabeça;
- Fadiga e fraqueza geral;
- Inchaço dos linfonodos (ínguas), especialmente no pescoço e virilha;
- Erupções cutâneas que se desenvolvem em forma de lesões ou bolhas, geralmente no rosto, mãos e pés, podendo se espalhar para outras partes do corpo e mucosas.
Essas erupções começam como manchas planas que evoluem para pápulas cheias de líquido e, depois, formam crustas antes de cicatrizarem.
Casos no Brasil e a importância do diagnóstico precoce
Os registros atualizados pelas autoridades de saúde brasileira mostram que os casos de mpox em 2026 têm sido, em sua maioria, leves ou moderados, com pouca ou nenhuma ocorrência de óbitos até o momento. Mesmo assim, a vigilância continua para evitar crescimento mais expressivo de infecções.
O diagnóstico precoce é fundamental para interromper a cadeia de transmissão. Ao notar sintomas compatíveis com a doença, buscar atendimento presencial em unidades de saúde pode garantir avaliação médica correta e orientação adequada.
Grupos que merecem atenção especial
Pessoas com o sistema imunológico comprometido ou que vivem com condições crônicas devem estar especialmente atentas, pois podem apresentar quadro mais severo da doença.
Recomendações para prevenção
Para reduzir o risco de infecção, as autoridades de saúde recomendam evitar contato físico direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas, bem como não compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas de cama e utensílios que possam estar contaminados.








