Wellington de Rezende Silva estacionou o carro com o corpo da vítima na frente da 16ª DP e se entregou espontaneamente; faca de açougue foi apreendida escondida sob o tapete do veículo
O veículo utilizado por Wellington de Rezende Silva, 43 anos, no feminicídio da ex-companheira Luana Moreira, 41, foi recolhido à 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina, no Distrito Federal, para realização de perícia criminal. O carro — que serviu tanto como cenário do crime quanto como meio de transporte do corpo — foi conduzido pelo próprio suspeito até a delegacia na tarde de segunda-feira (9/3/2026), onde Wellington se entregou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A audiência de custódia do preso foi realizada nesta terça-feira (10/3).
Como o crime foi executado
Segundo apuração da PCDF, Wellington planejou o encontro com a intenção de assassinar a vítima. Ele buscou Luana no Jardim Ruiz, em Planaltina, onde ela residia com uma amiga — que a alertou para não entrar no veículo. O aviso não foi atendido.
Dentro do carro, na DF-128, o casal discutiu sobre a possibilidade de reatar o relacionamento. Ao perceber que Luana tentava sair do veículo, Wellington a imobilizou utilizando o cinto de segurança para estrangulá-la. Quando a vítima perdeu os sentidos, ele a esfaqueou no pescoço, nas costelas e na cabeça com uma faca de açougue. Após o crime, escondeu a arma embaixo do tapete do carro — onde foi encontrada e apreendida pela polícia.
Confissão e comportamento após o assassinato
Conforme declaração do delegado-chefe Richard Valeriano, Wellington confessou o crime durante o depoimento e atribuiu o ato a ciúmes, afirmando acreditar que Luana havia iniciado um novo relacionamento. O suspeito demonstrou frieza ao longo de todo o interrogatório.
Após cometer o assassinato, Wellington pegou o celular da vítima e ligou para o homem que supostamente era seu novo companheiro, dizendo ter cometido o crime por causa dele. Em seguida, realizou uma videochamada para a esposa desse homem — conhecida de Luana — exibindo o corpo da vítima. Quando Luana, ainda consciente, implorou pela vida citando os três filhos do casal, Wellington respondeu com frieza que ela já estava morta.
Perfil da vítima e histórico de violência doméstica
Luana Moreira era manicure e tinha 41 anos. Ela e Wellington conviveram por aproximadamente 20 anos e tiveram três filhos juntos. Na manhã desta terça-feira (10/3), a vítima planejava embarcar com a filha para uma viagem a Porto Seguro, na Bahia.
Registros policiais indicam que Wellington destruiu o celular de Luana em momento anterior ao crime e que há ocorrência de lesão corporal lavrada em 2004, enquadrada na Lei Maria da Penha. Não há outros boletins de ocorrência registrados após essa data.
Violência doméstica: como denunciar
Em caso de ameaça ou violência contra a mulher, ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar). O registro de ocorrência pode ser realizado em qualquer delegacia, inclusive de forma online.








