Presidente norte-americano declarou insatisfação com a nomeação de Mojtaba Khamenei e voltou a deixar no ar a possibilidade de ação militar contra o país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a colocar lenha na fogueira das tensões com o Irã nesta segunda-feira (9). Em entrevista ao jornal New York Post, ele afirmou estar insatisfeito com a escolha de Mojtaba Khamenei — filho do falecido aiatolá Ali Khamenei — como novo líder supremo iraniano.
Questionado pelo jornal se tomaria alguma medida em relação à nomeação, Trump foi evasivo. “Não vou dizer a vocês”, limitou-se a responder.
A declaração reforça o tom hostil que o republicano já havia adotado antes mesmo da nomeação ser confirmada. Em entrevista anterior à rede ABC News, Trump deixou um recado direto ao futuro chefe do regime iraniano: se não contar com a aprovação de Washington, seu mandato seria curto. A afirmação soou como uma ameaça aberta ao governo de Teerã.
O Irã não demorou a reagir. O chanceler iraniano Abbas Araghchi rebateu as declarações do americano com firmeza, deixando claro que a definição do líder supremo é uma questão interna do país e que não cabe a nenhuma nação estrangeira — muito menos aos Estados Unidos — opinar sobre o assunto.
Intervenção militar segue fora de cogitação, por ora
Na mesma entrevista ao New York Post, Trump também foi questionado sobre a possibilidade de enviar tropas ao Irã para garantir o controle do material nuclear armazenado em Isfahan. O presidente descartou qualquer decisão iminente, afirmando estar distante de autorizar uma operação do tipo.
A instalação em questão é subterrânea e abriga reservas de urânio altamente enriquecido — um dos principais pontos de atrito entre os dois países nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Com o Irã sob nova liderança e Trump mantendo o discurso de pressão máxima, o cenário geopolítico entre as duas nações segue volátil e com poucas perspectivas de distensão no curto prazo.








