Comissão Mista foi instalada nesta semana para analisar a Medida Provisória 1.326/2025, que ampliou salários de policiais militares, civis e bombeiros do Distrito Federal
O Congresso Nacional entrou em contagem regressiva para votar a Medida Provisória 1.326/2025, que assegurou a recomposição salarial das Forças de Segurança do Distrito Federal. Se não aprovada nas duas Casas até maio de 2026, a MP perde a validade automaticamente.
Na terça-feira (3/3), foi instalada uma Comissão Mista com a responsabilidade de analisar o texto. A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) assumiu a presidência da comissão, enquanto o deputado federal Rafael Prudente (MDB-DF) ficou com a relatoria na Câmara dos Deputados.
Votação prevista para março na Câmara
O calendário traçado pelos parlamentares é apertado — e intencional. Rafael Prudente sinalizou que pretende entregar o relatório em até 15 dias, viabilizando a votação na Câmara ainda em março. Com isso, o Senado Federal teria abril para apreciar a matéria e o presidente Lula poderia sancionar a legislação definitiva em maio.
“Vamos conduzir os trabalhos para garantir segurança jurídica definitiva às categorias”, declarou a senadora Leila ao tomar posse da presidência da comissão.
Quanto foi o aumento para cada categoria
A MP 1.326/2025 foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a aprovação do PLN 31/2025, que abriu crédito no Orçamento da União para cobrir os custos da recomposição. Os reajustes variam conforme a corporação:
- Polícia Militar (PMDF) e Corpo de Bombeiros (CBMDF): aumento entre 19,60% e 28,40%
- Polícia Civil (PCDF): recomposição de 27,27%
As primeiras parcelas foram pagas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
Novas vagas nas forças de segurança do DF
Além dos reajustes salariais, as mudanças orçamentárias abriram caminho para a convocação de 2.073 novos profissionais de segurança pública no DF, distribuídos da seguinte forma: 1.284 policiais militares, 700 policiais civis e 89 bombeiros militares.








