Uma agente da Polícia Federal (PF) acusada de praticar injúria racial durante um bloco de Carnaval em Brasília foi liberada pela Justiça do Distrito Federal (DF) após passar por audiência de custódia, segundo informações das autoridades locais.
Caso de injúria racial no Carnaval de Brasília
A policial, identificada como Renata Nery Ribeiro, de 46 anos, foi detida em flagrante após um homem relatar que teria sido alvo de ofensas de cunho racial durante uma confusão em um evento carnavalesco na capital federal. A vítima afirmou que a agente o teria chamado de “macaco” e “bicho” em meio à confusão registrada no bloco de Carnaval — acusações que motivaram a abertura do boletim de ocorrência e a prisão da suspeita.
Decisão da Justiça e condições da liberação
Após ser levada à audiência de custódia na 8ª Vara Criminal de Brasília, a agente teve a prisão substituída por liberdade provisória, com a imposição de medidas cautelares. Entre as condições estabelecidas pela Justiça estão a obrigação de comparecer a todos os atos do processo, manter o endereço atualizado junto ao juízo, evitar contato com a vítima e testemunhas, e proibição de deixar o Distrito Federal sem autorização judicial.
Posicionamento da Polícia Federal
Em nota, a Polícia Federal informou que tomou conhecimento do caso e que os fatos serão analisados pelas instâncias competentes, nos termos da legislação vigente, sem comentar diretamente sobre a situação processual da servidora.
O caso segue sob investigação pelas autoridades policiais e poderá resultar em ações judiciais conforme o andamento das apurações.








