O ministro Dias Toffoli bateu o martelo: não foi ele quem gravou a reunião secreta do STF que discutiu sua saída da relatoria do caso Banco Master. A negativa veio em tom firme após ministros suspeitarem que os diálogos vazados para a imprensa teriam partido de uma gravação clandestina.
A polêmica que sacudiu o Supremo
“É um fato absolutamente inverídico. Não houve nenhuma gravação da minha parte”, declarou Toffoli. O ministro disse estar indignado com as insinuações e reforçou: “Quem me conhece sabe que sou absolutamente discreto e mal converso com a imprensa”.
O climão começou quando o site Poder360 publicou, na madrugada desta sexta-feira (13), trechos detalhados dos diálogos ocorridos na sessão secreta de quinta (12). As falas dos ministros apareceram reproduzidas de forma literal e precisa – o que levantou suspeitas imediatas de que alguém tinha gravado tudo.
Ministros já enviaram a reportagem
A situação é tão inusitada que magistrados do próprio STF enviaram a reportagem a Toffoli mostrando que a gravação realmente ocorreu. Eles destacam que os trechos selecionados apresentam apenas falas favoráveis a Toffoli, deixando de fora a complexidade do debate.
Toffoli insiste que não tem nada a ver com o vazamento: “Não sei como pode ter surgido essa suspeita. Eu não gravo e não fico relatando conversa de ministros. Nunca gravei uma conversa na minha vida”.
Situação sem precedentes
Fontes do Supremo descrevem o momento como de “perplexidade e desconforto”. Segundo elas, trata-se de uma situação sem precedentes na história da corte. A reunião secreta deveria ter permanecido confidencial, e o vazamento seletivo de trechos levanta questões sobre a confiança entre os ministros.
A sessão em questão decidiu pela saída de Toffoli da relatoria do processo do Banco Master, um dos casos mais complexos e sensíveis em tramitação no tribunal.
Enquanto a investigação sobre a origem do vazamento não avança, o STF vive um momento delicado. Se realmente houve gravação clandestina em uma sessão secreta, o episódio pode ter desdobramentos institucionais significativos.
Por enquanto, Toffoli mantém a negativa e aguarda que a verdade venha à tona. O clima no Supremo, porém, segue tenso.










