Polícia desmantela esquema de atestados médicos falsos no Entorno do DF

Dupla vendia documentos fraudulentos por até R$ 100 em Goiânia

Autoridades policiais de Goiás desarticularam um esquema criminoso que comercializava atestados médicos falsificados na capital goiana, cidade próxima ao Distrito Federal. Dois homens foram presos em flagrante pela Polícia Militar após serem flagrados vendendo os documentos fraudulentos por valores que variavam entre R$ 50 e R$ 100.

A operação policial revelou a sofisticação do golpe: os suspeitos utilizavam timbres de órgãos públicos de saúde, carimbos médicos autênticos e assinaturas falsificadas de profissionais registrados no Conselho Regional de Medicina (CRM). Os documentos eram tão bem elaborados que dificultavam a identificação da fraude.

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Esquema era organizado

Durante a abordagem policial, os agentes apreenderam mais de 20 atestados já preenchidos e prontos para comercialização, além de 25 carimbos médicos diferentes e diversos documentos com identificação de unidades públicas de saúde. O material demonstra que a operação criminosa funcionava de forma estruturada.

Segundo informações apuradas pela Polícia Civil, os criminosos obtinham os carimbos e assinaturas dos médicos de forma fraudulenta. Após serem atendidos legitimamente em hospitais e postos de saúde, eles copiavam as assinaturas dos profissionais e adquiriam os carimbos para posteriormente produzir os atestados falsos.

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Clientes de diversos setores

Em depoimento, um dos detidos confessou que o negócio ilegal atendia tanto funcionários públicos quanto trabalhadores da iniciativa privada. Os atestados mais procurados eram os de três dias, comercializados por R$ 100. Já os documentos de apenas um dia custavam R$ 50.

Os dois homens foram formalmente autuados por falsificação de documento público e associação criminosa, crimes previstos nos artigos 297 e 288 do Código Penal, respectivamente. As penas para esses delitos podem variar de um a seis anos de reclusão, dependendo das circunstâncias.

A polícia não descarta a possibilidade de investigar também os compradores dos atestados fraudulentos, que podem responder por uso de documento falso. As investigações prosseguem para identificar se há mais pessoas envolvidas no esquema e qual a extensão da rede criminosa que atuava na região.