Uma jovem de 23 anos procurou a polícia para denunciar que teria sido dopada e abusada sexualmente por um homem que se apresentou como policial após aceitar participar de uma suposta entrevista de emprego em Águas Claras, no Distrito Federal. O caso ocorreu na noite de terça-feira (10) e está sob investigação da Polícia Civil do DF.
Contato começou com promessa de trabalho
Segundo o relato da vítima, o contato com o suspeito aconteceu por meio de uma amiga que havia conhecido o homem em um aplicativo de relacionamento. O indivíduo dizia ser delegado e afirmou que poderia ajudá-la a conseguir uma oportunidade de emprego.
A jovem, que está no Distrito Federal estudando Direito e procurando trabalho, passou a conversar com o homem por mensagens. Durante o diálogo, ele sugeriu um encontro presencial para tratar da suposta vaga.
O encontro foi marcado em uma lanchonete em Águas Claras, onde os dois conversariam sobre a oportunidade profissional.
Suspeito usava roupa com referência policial
De acordo com a vítima, o homem chegou ao local usando uma camisa camuflada com a inscrição “Forças Especiais” e afirmou que estava trabalhando com uma viatura policial. Durante a conversa, ele pediu refrigerantes para ambos.
Pouco tempo depois de consumir a bebida oferecida pelo suspeito, a jovem começou a sentir tontura e confusão, relatando que os sentidos ficaram alterados.
Percebendo que não estava bem, ela decidiu encerrar o encontro e informou que chamaria um carro por aplicativo para ir embora. A partir desse momento, segundo o relato, ela não se lembra de mais nada.
Jovem acordou na casa do suspeito
A vítima contou que recuperou a consciência apenas no dia seguinte, já dentro da residência do suspeito em Águas Claras, completamente nua e desorientada.
Ela acredita ter permanecido mais de 24 horas sob efeito de alguma substância, o que teria provocado a perda de memória sobre o que aconteceu no período.
Mesmo ainda confusa, conseguiu se vestir e deixar o local.
Motorista de aplicativo levou vítima até delegacia
Após sair da residência, a jovem solicitou um carro por aplicativo. Ao perceber o estado emocional e físico da passageira, o motorista decidiu levá-la diretamente para uma delegacia.
A ocorrência foi registrada inicialmente na 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, onde a vítima também realizou exames de corpo de delito.
Posteriormente, o caso foi encaminhado para a 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), responsável por conduzir a investigação.
Suspeito já responde a processos
Informações levantadas durante a apuração indicam que o homem investigado já responde na Justiça do Distrito Federal por crimes relacionados à violência contra mulher e uso irregular de uniforme ou distintivo policial.
A Polícia Civil do DF segue investigando o caso para esclarecer os fatos, reunir provas e identificar possíveis outras vítimas.








